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O território e o processo saúde-doença


- 1. Saúde, Doença e Cuidado: complexidade teórica e necessidade histórica
   Introdução
   As Interpretações Mágico - Religiosas
   As Primeiras Explicações Racionais: a medicina hipocrática
   Saúde e Doença na Idade Média: entre o castigo e a redenção
   Renascimento: novos olhares
   O Surgimento da Medicina Social
   A Era Bacteriológica e a Discussão da Causalidade
   A Unicausalidade
   O Modelo de Explicação Multicausal
   A Produção Social da Saúde e da Doença
   Bibliografia
+ 2. Abordagens Contemporâneas do Conceito de Saúde
+ 3. Do Conceito de Risco ao da Precaução: entre determinismos e incertezas
+ 4. Análise da Situação de Saúde: principais problemas de saúde da população brasileira
+ 5. Problemas, Necessidades e Situação de Saúde: uma revisão de abordagens para a reflexão e ação da equipe de saúde da família
+ 6. O Território na Promoção e Vigilância em Saúde
+ 7. Instrumentos para o Diagnóstico Sócio-Sanitário no Programa Saúde da Família

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1. Saúde, Doença e Cuidado: complexidade teórica e necessidade histórica

Autores:
Carlos Batistella


A Produção Social da Saúde e da Doença

A década de 1960 foi bastante rica em análises que criticavam o modelo da história natural da doença, propondo uma abordagem mais ampla, que considerasse as relações da saúde com a produção social e econômica da sociedade.

O modelo da determinação social da saúde/doença procura articular as diferentes dimensões da vida envolvidas nesse processo. Assim, são considerados os aspectos históricos, econômicos, sociais, culturais, biológicos, ambientais e psicológicos que configuram uma determinada realidade sanitária.

A construção de um novo marco explicativo que supere a concepção biologicista linear de simples causa-efeito aponta o papel da estrutura social como modeladora dos processos de produção da saúde ou doença. A noção de ‘causalidade’ é substituída, do ponto de vista analítico, pela noção de ‘determinação’, com base na qual a hierarquia das condições ligadas à estrutura social é considerada na explicação da saúde e doença. Está vinculada à compreensão dos ‘modos e estilos de vida’, derivados não só das escolhas pessoais, como de fatores culturais, práticas sociais e constituição do espaço.

Essa explicação mais abrangente procura relacionar essas dimensões de forma sistêmica, integradas em uma totalidade na qual são identificados os níveis de determinação e os condicionantes do fenômeno observado. Diferente do modelo multicausal, que não apontava para nova prática médica, o modelo da produção social da saúde implica uma profunda revisão do objeto, dos sujeitos, dos meios de trabalho e das formas de organização das práticas, visando não apenas deter o avanço das doenças, mas sim, à promoção da saúde (Palmeira et al., 2004; Teixeira; Paim & Villasbôas, 2002).

Diversas abordagens contemporâneas têm-se preocupado em articular a totalidade de dimensões que compõem o complexo fenômeno da saúde-doença: o modelo sistêmico multinível ou hierárquico, o modelo do campo da saúde, o modelo da conceitual da determinação social da saúde, o enfoque ecossistêmico de saúde, a holopatogênese, entre outras. No texto intitulado “Abordagens contemporâneas do conceito de saúde” presente neste mesmo livro, após a revisão de algumas concepções clássicas, discutiremos as premissas básicas desses enfoques.

 


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