Projetos de pesquisa

O Brasil vem ocupando atualmente a posição de sexta economia do mundo e tende a atrair cada vez mais estudantes estrangeiros e migrantes. As políticas de educação e de saúde brasileiras passaram na última década a enfatizar cooperações também Sul-Sul e não somente Sul-Norte. Como mundialmente vem aumentando tanto a mobilidade internacional de estudantes como a de profissionais da saúde, é importante melhor compreender as ações institucionais fomentando esta mobilidade. Neste sentido, este estudo pretende estudar as iniciativas para estudantes estrangeiros na Fundação Oswaldo Cruz. A metodologia é qualitativa e será realizada a análise documental. Num primeiro momento, serão analisados os informativos publicados pelo Centro de Relações Internacionais em Saúde (Cris) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), são publicados desde setembro de 2012. Num segundo momento, será mapeado o perfil de estudantes estrangeiros no campus da Fiocruz do Rio de Janeiro em termos de idade, gênero, nacionalidade e também as áreas de conhecimentos que vêm atraindo estes estudantes. O estudo pretende contribuir para o conhecimento na área e propiciar recomendações interessantes para os atuais alunos estrangeiros, para a instituição como um todo e para programas de pós-graduação que trazem estudantes de outros países para o Brasil..

Coordenador:

Isabela Cabral Félix de Sousa

O campo da saúde pública identifica-se como produto do movimento da reforma sanitária brasileira dos anos 1970, processo que construiu uma mudança no cenário político da saúde brasileira com a criação do SUS. Nesse período acumulamos estudos que fazem uma leitura de path-dependence e traçam caminhos político-institucionais para o progresso no alcance dos objetivos que parecem capazes de materializar preceitos outrora defendidos. No entanto, acreditamos que diante do objetivo revolucionário enunciado nos anos 1970, este parece ser um momento de crise, com esgotamento das proposições políticas. Propomos uma outra leitura histórica da saúde pública brasileira que nos permita outra forma de identificar os interesses em jogo, os modos de operar essa política social pública e os limites a partir dos quais pudemos atuar antes do SUS. Este projeto tem o objetivo geral de analisar o discurso da saúde pública enunciado no período dos anos 1930 aos 1960 e sua possível interface com o pensamento político e social brasileiro conservador. O discurso é assumido como um saber na perspectiva da análise arqueológica, na orientação de Foucault, o que permite investigá-lo a partir de seu modo de funcionamento e da construção de condições de conhecimento, e não da racionalidade científica ou da perspectiva de progresso da razão. O estudo será realizado a partir da análise de documentos que serão tratados como monumentos, como discursos que obedecem a regras de formação próprias de sua época e de seu domínio, como um acontecimento em relação a outros acontecimentos históricos. Além disso, exploraremos o campo do pensamento político e social brasileiro conservador como subsídio para o reconhecimento de uma possível articulação com o discurso do campo da saúde, buscando mais similaridades do que divergências teóricas.

Coordenador:

Camila Furlanetti Borges

Este projeto visa refletir sobre a formação em Gestão em Saúde, buscando realizar, inicialmente, um mapeamento dessa formação no Brasil. Posteriormente, se voltará a analisar as concepções de gestão presentes em cursos selecionados e a sua correspondência com os princípios e diretrizes do SUS e de Sistemas Nacionais de Saúde.

Coordenador:

Maria Luiza Silva Cunha

No estágio atual consideramos relevante identificar e melhor compreender como os aspectos emocionais se expressam nas práticas da orientação acadêmica profissional. Este projeto propõe uma revisão de investigações anteriores com alunos e egressos do Provoc. São três estudos a serem revisitados em relação a este público. Estes estudos mencionados, a semelhança do que ocorre em outras pesquisas em educação, deram ênfase aos aspectos cognitivos. No entanto, sabemos que a emoção faz parte das trajetórias de alunos e egressos. Assim, argumentamos que é preciso trazer à luz esta dimensão, articulando-a com o tema da formação científica. Considerando que os adolescentes vivenciam momentos de transição e busca de identidades, o caso do Programa de Vocação Científica (Provoc) nos parece particularmente promissor para explorar a emoção no processo formativo. Os três estudos que propomos revisitar utilizaram a metodologia qualitativa/naturalista, inspirada pela Antropologia e pela Sociologia, aplicando a técnica de análise de conteúdo em entrevistas com atores sociais. Nosso universo é constituído de um conjunto de 69 entrevistas individuais, semiestruturadas. Propomos manter a análise de conteúdo desta vez recorrendo ao suporte do software Atlas. TI. Assim, debruçando-se sobre os projetos desenvolvidos em sete anos de pesquisa e atuando no Provoc esta proposta tem como meta do ponto de vista pedagógico, propor inovações para este programa e congêneres. E do ponto de vista científico, pretende-se analisar os relatos sobre os processos formativos tentando identificar emoções e se estas constituem ou não em eixos norteadores para as escolhas acadêmicas e profissionais de seus alunos e egressos.

Coordenador:

Isabela Cabral Félix de Sousa

No estágio atual consideramos relevante identificar e melhor compreender como os aspectos emocionais se expressam nas práticas da orientação acadêmica profissional. Este projeto propõe uma revisão de investigações anteriores com orientadores do Provoc. São três estudos a serem revisitados em relação a este público. Estes estudos mencionados, a semelhança do que ocorre em outras pesquisas em educação, deram ênfase aos aspectos cognitivos. Assim, argumentamos que é preciso trazer à luz esta dimensão, articulando-a com o tema da formação científica. Sabendo que a emoção faz parte das trajetórias dos atores sociais envolvidos, propomos que este projeto investigue a dimensão da emoção dos orientadores integrando ao estudo sobre a emoção de alunos e egressos, também a ser desenvolvido no mesmo Laboratório de Iniciação Científica da Educação Básica (Lic-Provoc). Considerando que os adolescentes vivenciam momentos de transição e busca de identidades, o caso do Programa de Vocação Científica (Provoc) nos parece particularmente promissor para explorar a emoção no processo formativo. Os três estudos que propomos revisitar utilizaram a metodologia qualitativa/naturalista, inspirada pela Antropologia e pela Sociologia, aplicando a técnica de análise de conteúdo em entrevistas com atores sociais. Nosso universo é constituído de um conjunto de 43 entrevistas individuais, semiestruturadas. Propomos manter a análise de conteúdo desta vez recorrendo ao suporte do software Atlas. TI. Assim, debruçando-se sobre os projetos desenvolvidos em sete anos de pesquisa e atuando no Provoc esta proposta tem como meta do ponto de vista pedagógico, propor inovações para este programa e congêneres. E do ponto de vista científico, pretende-se analisar os relatos dos orientadores sobre os processos formativos tentando identificar emoções e se estas constituem ou não em eixos norteadores para as escolhas acadêmicas e profissionais de seus orientandos.

Coordenador:

Ana Tereza Pinto Filipecki

Os sistemas de informação em saúde (SIS) através da coleta, processamento e divulgação de informações em saúde são elementos estratégicos para a reorganização do sistema de saúde e fortalecimento da Atenção Básica (AB). Deve-se destacar a pulverização dos SIS, a não interface entre eles e a necessidade de se readequar essa ferramenta para que realmente auxilie na tomada de decisão dos profissionais da AB. Diante deste contexto, o Ministério da Saúde lançou, em 2012, o e-SUS AB como propósito de reestruturar e garantir a integração dos diferentes sistemas de informação e permitir um registro da situação de saúde, individualizada, por meio do Cartão Nacional de Saúde. Neste sentido, este estudo pretende Avaliar o grau de utilização do e-SUS na Atenção básica e seus efeitos sobre a organização do processo de trabalho e na gestão do cuidado nos municípios de Angra dos Reis/RJ, Paraty/RJ e Ubatuba/SP. Trata-se de um estudo avaliativo considerando como dimensões a disponibilidade de infraestrutura, a percepção dos usuários quanto à facilidade de uso e vantagem relativa do e-SUS em relação ao seu antecessor e os efeitos decorrentes dessa utilização na organização do processo de trabalho e na gestão do cuidado.

Coordenador:

Ana Cristina Reis

Recentemente, a partir do ano de 2011, a função apoio institucional foi incorporada de modo amplo como uma estratégia relevante para implementação de políticas de saúde prioritárias, direcionadas à qualificação de redes de atenção à saúde no SUS (QualiSUS- rede). Essa inserção tem como contexto político-institucional o enfrentamento de alguns problemas históricos deste sistema, em particular sua elevada fragmentação e os problemas de comunicação e ação coordenada entre entes federativos. O recurso à função apoio institucional é desta forma justificado como uma alternativa aos modos hegemônicos de gestão em saúde, que se revelaram ineficientes na resolução de um conjunto de questões centrais à consolidação do SUS.
A atual inserção do apoio institucional na qualificação de redes de atenção possui características diferentes deste movimento inicial, na medida em que os apoiadores são diretamente contratados pelo poder executivo federal, exercendo o mandato de articulação e suporte aos demais entes federados, em relação a um determinado conjunto de objetivos específicos da política de saúde. Com isto, o cenário atual das políticas de saúde é marcado pela ampliação em âmbito nacional do recurso ao apoio institucional como uma função específica de gestão, à qual não correspondeu equivalente produção de indicadores e metodologias de monitoramento de seu desenvolvimento.
Tendo em vista estes fatores, o projeto de pesquisa em tela visa produzir dados qualitativos que permitam acompanhar e problematizar o processo político de inserção do apoio institucional na atenção básica em saúde (AB). Tal delimitação do objeto de pesquisa se justifica pela relevância e capilaridade dessa política, responsável pela principal porta de entrada do SUS, pela maior oferta de serviços e pela função ordenadora do sistema. Atualmente, em âmbito nacional, 125.629.407 usuários são cobertos pelo Programa de Agente Comunitário de Saúde (PACS) e 110.500.033 pela Estratégia de Saúde da Família (ESF) , do total de 196.877.000 de residentes em território brasileiro, estimados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2011-2012) . O PACS encontra-se implantado em 5.434 dos 5.570 municípios brasileiros, enquanto a ESF está presente em 5.213 municípios1. Estes dados nos permitem vislumbrar a magnitude e importância desta política no contexto do SUS, o que justificou o recorte desta pesquisa, tendo em vista o objetivo de realizar uma abordagem qualitativa do problema em estudo.
Espera-se que o conhecimento produzido com esta investigação contribua para a consolidação do SUS e para o aperfeiçoamento das práticas de gestão em saúde, dado o potencial de inovação que a metodologia do apoio institucional representa. Como será tratado no tópico seguinte, que objetiva qualificar o problema de estudo, a gestão pública em saúde tem sido permeada por um conjunto recorrente de dificuldades, atinentes em particular às características do Estado e da cultura política brasileiros. Embora a metodologia do apoio institucional tenha sido proposta como uma estratégia de enfrentamento desses aspectos e de democratização das relações institucionais que permeiam e conformam a gestão em saúde, é preciso considerar que sua implementação ocorre em circunstâncias adversas, em razão da cultura das organizações de saúde, das práticas nelas instituídas e, principalmente, dos processos de subjetivação hegemônicos no campo social.
Este último ponto consiste em um nó crítico, postas suas relações de determinação com o conjunto dos problemas enfrentados. A estratégia do apoio institucional depara-se com o fato de que os sujeitos sociais que a colocarão em ação precisam, ele próprios, aprender e produzir novas relações e práticas institucionais, uma vez que também se constituíram na tradição a ser superada, tanto em termos de formação, como de experiência pessoal e profissional. Ou seja, a função apoio institucional supõe a existência e a prática de sujeitos que consigam problematizar e promover rupturas com as características culturais, as relações sociais e os padrões institucionais vigentes. Contudo, os sujeitos concretos que a operacionalizam se constituíram nessas mesmas relações, o que coloca como problema fundamental para implementação do apoio institucional a subjetividade dos atores implicados nestes processos de gestão.
Desta forma, a pesquisa proposta busca contribuir para a reflexão crítica sobre o processo político de implementação do Apoio Institucional, a partir da realidade da Atenção Básica, a fim de produzir conhecimentos úteis frente a necessidade de feedback e correção de curso na implementação de um conjunto de políticas de saúde.

Coordenador:

Francini Lube Guizardi

A pesquisa visa analisar o modo como o Hospício de Pedro II, também conhecido como Hospital Nacional de Alienados (HNA), a primeira instituição asilar especialmente voltada para alienados no país, constituiu-se como centro nacional de circulação, produção e difusão de conhecimentos científicos e de práticas assistenciais relativas à medicina mental no Brasil, a partir do qual se definiram grupos patológicos em sua população e produziu-se um imaginário social sobre a loucura . Durante um século, a instituição foi solo para diferentes atores sociais que dialogaram, debateram e disputaram teorias e nosologias diversas para as moléstias mentais e suas terapêuticas.
O recorte temporal escolhido tem como marco inicial o decreto de criação do hospício, em 18 de julho de 1841 (Brasil, Decreto n° 82). O fim do período a ser investigado é o ano de 1944, quando o Decreto-lei nº 7.055, de 18 de novembro, cria o Centro Psiquiátrico Nacional (CPN), extinguindo definitivamente o antigo hospício.
Cumpre destacar que a consulta a novas fontes primárias traz para este projeto de pesquisa, sediado no DEPES/COC/Fiocruz, uma articulação importante entre o desenvolvimento de investigações históricas e a preservação de acervos documentais do antigo Hospício, que se encontram sob a guarda de quatro de suas instituições herdeiras: o Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB-UFRJ); o Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira (IMASNS–SMS-RJ), o Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira (IMASJM–SMS-RJ) e o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho (SDM/HCTPHC).

Coordenador:

CRISTIANA FACCHINETTI

O presente projeto tem como objetivo viabilizar a continuidade do desenvolvimento da pesquisa Desinstitucionalização e Abordagens Psicossociais no Território: uma Investigação das Demandas e Práticas de Cuidado em Saúde Mental na Estratégia Saúde da Família/ESF no municipio do Rio De Janeiro apoiada pelo edital PPSUS-Faperj (2009/2013). Nesta pesquisa trabalhamos com um conjunto de estratégias metodológicas qualitativas e colaborativas que incluíram entrevistas com gestores; entrevistas em grupo com trabalhadores; visitas sistemáticas ao campo para observação, apresentação dos resultados parciais e discussão dos produtos com as equipes envolvidas. Os produtos já concluídos são: seminário de apresentação dos resultados para os trabalhadores; dois artigos científicos; e um livro intitulado “Saúde Mental para a Atenção Básica: conceitos e práticas”, apresentado recentemente à Editora Fiocruz.
O trabalho de campo do conjunto da pesquisa acontece em dois territórios específicos – Manguinhos e Complexo do Alemão – os quais apresentam muitas das características emblemáticas das relações entre saúde e contexto urbano do Rio de Janeiro no período estudado (2009 a 2013). Os resultados até agora apontaram alguns aspectos importantes a serem mais investigados e discutidos: expansão acelerada da ESF com impactos no processo de trabalho; tensões e ambivalências dos trabalhadores na relação com os poderes locais que incluem grupos armados e o Estado através do exército e polícias pacificadoras (UPPs); associação entre saúde mental e impactos da violência local; abertura dos diversos níveis da gestão para a inclusão da saúde mental na ESF; sensação de despreparo das equipes e baixa percepção do potencial terapêutico da Atenção Básica (SOALHEIRO et all, 2013).
O projeto que agora apresentamos à FIOCRUZ reúne características de um estudo etnográfico que incorpora a perspectiva participativa e colaborativa na produção de conhecimentos sistemáticos sobre políticas de saúde e modelos de atenção, já presentes nas fases anteriores. A metodologia inclui pesquisa documental, observações participantes, entrevistas em profundidade como método biográfico de história de vida com usuários e entrevistas em grupo com familiares e/ou pessoas da sua rede de sociabilidade. Serão investigadas a percepção da assistência, os itinerários das demandas e as formas de construção das redes de cuidado no território, priorizando nesta fase a visão dos usuários - grupo familiar. A equipe de pesquisa e seus parceiros tem também como meta o aperfeiçoamento da perspectiva participativa e colaborativa através da sistematização dos procedimentos metodológicos desenvolvidos durante todo o processo. Buscando o envolvimento dos diversos segmentos (professores e pesquisadores das instituições envolvidas, gestores, trabalhadores, usuários/grupo familiar e estudantes) no processo e elaboração dos seus produtos, pretendemos trabalhar no sentido de adequá-los aos desafios reais da prática.
A partir do reconhecimento das relações estratégicas entre saúde e território, o projeto prioriza a dimensão local ( AP3.1), visando somar esforços para o desenvolvimento de soluções inovadoras, interdisciplinares e intersetoriais. Os produtos esperados incluem a produção de diferentes materiais de difusão científica e a sistematização de um modelo de estratégia colaborativa aplicável ao contexto da saúde mental na Atenção Primária em saúde e que possa ser validado como ferramenta para novos dispositivos de pesquisa e processos formativos nas diversas instituições envolvidas.

Coordenador:

Nina Isabel Soalheiro dos Santos Prata

Os processos de indagação, pesquisa, investigação, sistematização e difusão constituem etapas fundantes do processo de construção do conhecimento e, sobretudo, de modos de compreender, pensar e indagar o mundo em que vivemos. Nesse sentido, é necessário sublinhar o lugar privilegiado e central que a “iniciação científica” – ou, de maneira mais ampla, uma “educação científica” - deve ocupar nos currículos de educação básica de todo o país e, de modo mais específico, nos currículos de educação básica dos sistemas públicos de ensino brasileiros.
A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), unidade que atua, em nível médio de ensino, na formação de jovens trabalhadores em saúde, além de ocupar um lugar importante na formação de alunos trabalhadores que buscam dar continuidade à sua formação (EJA/PROEJA), possui duas formas distintas de iniciação científica/iniciação à pesquisa: uma de natureza não curricular, em espaço de educação não formal – o Programa de Vocação Científica (PROVOC) – e o Projeto Trabalho, Ciência e Cultura (PTCC), integrado à grade curricular obrigatória dos alunos dos cursos de Educação Profissional de Nível Técnico em Saúde, da EPSJV.
O objetivo central desta pesquisa é analisar, de modo comparativo, como se organizam essas duas experiências formativas de iniciação, à luz da premissa da pesquisa como princípio educativo. Além disso, de modo particular, pretende-se investigar de que maneira as linguagens artísticas e as experiências estéticas participam desses processos, partindo do entendimento de que a Arte, como a Ciência, se constitui em um modo singular de indagar o mundo e refletir sobre ele.

Coordenador:

ANA LUCIA DE ALMEIDA SOUTTO MAYOR

As Condições Sensíveis à Atenção Primária em Saúde - CSAP são agravos à saúde cuja morbidade e mortalidade podem ser reduzidas através de uma atenção primária oportuna e eficaz. O conjunto desses problemas de saúde são estudados a partir de uma lista de CSAP que representa eventos que poderiam ser evitados, em sua totalidade ou em parte, pela presença de serviços efetivos de saúde.
O Ministério da Saúde na Portaria nº221, de 17/05/2008, definiu que a Lista Brasileira de Internações por Condições Sensíveis à Atenção Primária será utilizada como instrumento de avaliação da atenção primária e/ou da utilização da atenção hospitalar, podendo ser aplicada para avaliar o desempenho do sistema de saúde nos âmbitos Nacional, Estadual e Municipal.
Utilizando-se o banco de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS) Municípios de Angra dos Reis e Paraty (RJ); Ubatuba (SP), no período de 2004 a 2013 e selecionando os agravos sensíveis à atenção básica da portaria do Ministério da Saúde, espera-se conhecer a qualidade da assistência prestada nesses municípios e se a política de saúde da Familia vem alterando o quadro de internações e mortalidade, com isso possibilitar uma discussão sobre as ações a serem implementadas/implantadas de modo a garantir uma diminuição nos indicadores

Coordenador:

Flavio Astolpho Vieira Souto Rezende

Ao idealizar e implantar na década de 90 o Sistema de Informações sobre de Nascidos Vivos (SINASC), o DATASUS teve como propósito construir uma base de dados sobre as condições da criança á época do nascimento, sobre a gestação e o parto, e as características da mãe, de modo a instrumentalizar os gestores do SUS no planejamento das ações e dos serviços de saúde na área materno infantil.
Utilizando os dados do período de 2004 a 2013, dos municípios de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba, e com as seguintes variáveis agrupadas em quatro blocos, a saber: características dos recém-nascidos: baixo peso (peso ao nascer inferior a 2.500g) e asfixia grave no 5º minuto (apgar inferior a 4); características da gestação e do parto: número de consultas de pré-natal inferior a 4 (considerado 1-3 consultas), parto cesáreo e prematuridade (idade gestacional inferior a 37 semanas de gestação) e características das mães: percentual de mães adolescentes (10-19 anos), instrução (menos de 4 anos completos de escolaridade) e multiparidade; características da internação: local de internação, distância da residência, perfil da unidade de internação.
Espera-se conhecer a qualidade da assistência prestada no pré-natal e no parto e dos fatores de risco para o período perinatal, de modo a gerar conhecimento sobre o perfil desta demanda a área materno-infantil nas Maternidades de Angra dos Reis, Paraty e Ubatuba, possibilitando uma discussão sobre as ações a serem implementadas/implantadas de modo a garantir uma melhor assistência.

Coordenador:

Flavio Astolpho Vieira Souto Rezende

Com o crescimento cada vez maior do ciberespaço no cotidiano do profissional da área de Informação em Saúde frente às novas demandas diárias para a gestão do Sistema de Saúde, não se pode deixar de pensar no emprego das TIC’s por parte do setor, tanto como ferramenta de trabalho quanto de qualificação deste trabalhador. Em relação ao uso das TIC’s para a qualificação destes trabalhadores, observa-se especialmente nas últimas décadas o avanço destas tecnologias de modo a propiciar um melhor acesso do profissional ao processo de qualificação, seja este na modalidade formal, quanto informal.

Coordenador:

Marcia Fernandes Soares