Projetos de pesquisa

Este projeto visa refletir sobre a formação em Gestão em Saúde, buscando realizar, inicialmente, um mapeamento dessa formação no Brasil. Posteriormente, se voltará a analisar as concepções de gestão presentes em cursos selecionados e a sua correspondência com os princípios e diretrizes do SUS e de Sistemas Nacionais de Saúde.

Coordenador:

Maria Luiza Silva Cunha

A pesquisa visa analisar o modo como o Hospício de Pedro II, também conhecido como Hospital Nacional de Alienados (HNA), a primeira instituição asilar especialmente voltada para alienados no país, constituiu-se como centro nacional de circulação, produção e difusão de conhecimentos científicos e de práticas assistenciais relativas à medicina mental no Brasil, a partir do qual se definiram grupos patológicos em sua população e produziu-se um imaginário social sobre a loucura . Durante um século, a instituição foi solo para diferentes atores sociais que dialogaram, debateram e disputaram teorias e nosologias diversas para as moléstias mentais e suas terapêuticas.
O recorte temporal escolhido tem como marco inicial o decreto de criação do hospício, em 18 de julho de 1841 (Brasil, Decreto n° 82). O fim do período a ser investigado é o ano de 1944, quando o Decreto-lei nº 7.055, de 18 de novembro, cria o Centro Psiquiátrico Nacional (CPN), extinguindo definitivamente o antigo hospício.
Cumpre destacar que a consulta a novas fontes primárias traz para este projeto de pesquisa, sediado no DEPES/COC/Fiocruz, uma articulação importante entre o desenvolvimento de investigações históricas e a preservação de acervos documentais do antigo Hospício, que se encontram sob a guarda de quatro de suas instituições herdeiras: o Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IPUB-UFRJ); o Instituto Municipal de Assistência à Saúde Nise da Silveira (IMASNS–SMS-RJ), o Instituto Municipal de Assistência à Saúde Juliano Moreira (IMASJM–SMS-RJ) e o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho (SDM/HCTPHC).

Coordenador:

CRISTIANA FACCHINETTI

Nosso objetivo é construir um panorama de objetos de investigação, perspectivas teóricas e abordagens empíricas da pesquisa educacional, considerando as pesquisas desenvolvidas em programas de pós-graduação stricto sensu, por ser a instituição que expressa atualmente a pesquisa educacional e pela dimensão formativa que lhe é própria. Metodologicamente, realizamos análise exploratória do estado atual da pesquisa educacional brasileira, considerando os dois últimos ciclos de avaliação da pós-graduação da CAPES: de 2010 a 2012, de 2013 a 2016. Trata-se de pesquisa documental e bibliográfica, com perspectiva mais descritiva que analítica. Para a caracterização dos programas e do conhecimento aí produzido, serão considerados documentos institucionais de avaliação divulgados pela Capes e, como unidade de referência para a caracterização de pesquisas, parte de publicações de docentes permanentes de cada programa, especificamente as produções publicadas em periódicos de alta qualificação, no período anteriormente indicado.

Coordenador:

Siomara Borba, Professora Adjunta UERJ

Temos explorado a hipótese de que reformas contemporâneas da educação básica brasileira expressam interesses e modo de ação de monopólios brasileiros, agentes centrais da ascensão imperialista do capitalismo nacional. A publicação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que pretende alcançar toda a educação básica nacional - pública e privada - é parte desse interesse. A investigação específica que fundamenta a exploração de nossa hipótese iniciou com a coleção de posições oficiais sobre a BNCC, em 2015, e busca identificar instrumentos teóricos e metodológicos para a análise na contribuição de Lênin sobre o capitalismo, em sua fase contemporânea - Imperialismo, fase superior do capitalismo.

Coordenador:

Rosa Maria Corrêa das Neves

Exploramos instrumentos teórico-metodológicos nas contribuições de Marx e de Engels e de Lênin para aprofundar as teses de que (i) a história comporta dimensões objetivas e subjetivas; (ii) o desenvolvimento do capitalismo se realiza necessariamente de modo desigual entre frações burguesas no seio das próprias classes dominantes e ao fim, entre países e também de que (iii) o desenvolvimento desigual do capitalismo, na sua fase imperialista, é dinamizada pela luta entre potências dominadas por monopólios.
Supomos que essas teses podem subsidiar uma formulação teórica geral para análise de relações entre desenvolvimento do capitalismo, de ciências, da escolarização e da educação científica, no Brasil.

Coordenador:

Rosa Maria Corrêa das Neves