Entrevista: 
Anaclaudia Fassa

'Temos que aproveitar esse momento de recrudescimento para avaliar onde estamos errando'

O que aprendemos até agora sobre o combate à Covid-19? Estamos mais preparados para enfrentar uma segunda onda da doença? Nesta entrevista, a epidemiologista Anaclaudia Fassa, que é professora do Programa de Pós-graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e diretora da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), diz que já houve muitos aprendizados, mas que ainda é necessário melhorar em algumas frentes, como a vigilância em saúde que, em sua avaliação, precisa de uma coordenação melhor e uma ação mais estruturada, com rastreamento de casos e contactantes. Outra ação importante, para Anaclaudia, é “convencer as pessoas de que o vírus está aí”. Como tem se observado, no Brasil, e também em outros países, com as medidas de flexibilização, muitas vezes precipitadas, na avaliação dos especialistas, as pessoas também relaxaram nos cuidados básicos e estão deixando de lado a adoção de medidas simples, mas eficazes, como o uso de máscaras e a higienização das mãos, além de se aglomerarem em diversos locais, propiciando a propagação do vírus. A epidemiologista pontua que, no início da pandemia, o Brasil, por ser um país continental, teve variação entre os estados, mas que, agora, o vírus já está em todas as regiões e o novo aumento de casos deve se dar de forma mais rápida e conjunta, superlotando os sistemas de saúde ao mesmo tempo.
Julia Neves - EPSJV/Fiocruz | 18/01/2021 15h21 - Atualizado em 29/01/2021 10h21

A imprensa noticiou a chegada de uma segunda onda de Covid-19 em alguns países da Europa. Como se define uma segunda onda? Existe algum cálculo de variação da média móvel, por exemplo, para definir que uma primeira onda acabou e a outra começou?

Não é muito clara essa definição. Geralmente a gente tem uma segunda onda quando há um aumento no número de casos de internações ou óbitos depois de uma queda importante e um período de controle da epidemia numa região geográfica delimitada. No caso do Brasil, a gente não teve um controle adequado, houve uma queda no número de casos e óbitos, mas ficou num patamar alto. Teve toda uma flexibilização do distanciamento, sem um aumento adequado na vigilância, o que faz com que a gente tenha um quadro que parece mais uma continuidade da primeira onda, até porque, às vezes, as ondas se caracterizam pela sazonalidade. Mas, no caso, o distanciamento social pode ter subvertido essa lógica da sazonalidade. De qualquer forma, se esperaria uma certa sazonalidade. Não está muito claro, não se sabe muito bem ainda sobre a Covid em relação a isso, mas a impressão que temos no Brasil é de que a gente tem, na verdade, ainda um aumento do número de casos da própria primeira onda.


Há controvérsias sobre se o fenômeno que está acontecendo na Europa é ou não uma segunda onda? Há uma variação entre os países?

Nós temos uma doença que é recente. A gente não sabe muitas coisas, mas já sabe outras tantas e, na Europa, eles tiveram um quadro epidêmico mais concentrado e um período de controle maior, com um número de casos mais baixos. Sim, então, lá, parece mais uma segunda onda, até porque, na Itália, por exemplo, já passou quase um ano da primeira. Enfim, não tem muita diferença do que precisamos fazer, seja primeira ou segunda onda. Eu diria que, no Brasil, o que preocupa é que estamos num patamar alto da epidemia, não tivemos um controle adequado, então, isso preocupa: que a gente possa estar se mantendo num patamar alto e ainda ter que enfrentar uma segunda onda pela frente.


Nacionalmente, o Brasil viveu o “pico” de casos e mortes pela Covid-19 em maio. As análises da evolução da doença dos meses seguintes, muitas vezes, partem da comparação com aquele momento. Como funcionam esses movimentos de pico e estabilização de uma doença em meio a uma pandemia como a atual? É possível repetir um pico como o de maio? 

O que a gente usa como parâmetro, como ainda não há um ciclo de um ano da doença, é fazer uma analogia com outras epidemias virais, e essas outras epidemias virais costumam ter um ciclo marcado sazonal. Podemos usar o primeiro pico como parâmetro de comparação. A gente aprendeu bastante com a doença, tem uma estrutura melhor hoje. Em maio, por exemplo, a gente tinha todo aquele problema com EPIs [Equipamentos de Proteção Individual] que hoje a gente não tem. Mas em muitos lugares no Brasil houve muita desmobilização dos recursos que foram mobilizados para a epidemia. E isso agora preocupa porque precisamos de leitos e de uma vigilância forte, articulada com a atenção primária e muito ampliada. Uma questão importante quando falamos de vigilância é que, às vezes, se confunde [achando] que a vigilância é testar. Mas a vigilância é para além de testar, o testar serve para contabilizar o número de casos. Mas se não fizermos nada com esses resultados, não vamos conseguir interromper a transmissão, que é o objetivo da vigilância. Para interromper a transmissão, o que é preciso? Além de testar os suspeitos, precisamos fazer um amplo rastreamento e monitoramento de contactantes com isolamento. Então, essa é uma questão que também preocupa. Porque quando a gente flexibiliza o distanciamento, ele tem que ser acompanhado por uma ampliação da vigilância. E o que aconteceu? Tem menos casos, então, em muitos lugares a vigilância encolheu também, pessoas que estavam ali emergencialmente voltaram aos seus lugares de origem. Eu acho que temos que aproveitar esse momento de recrudescimento para avaliar onde estamos errando. E uma área em que estamos errando muito é na vigilância. Porque precisamos fazer uma ampliação sustentável da vigilância, ela vai ter que durar todo o ano de 2021. Com capacidade para testar. Claro, quando a gente tem um recrudescimento, um aumento do número de casos, a vigilância não vai dar conta sozinha, também será preciso ampliar as medidas de distanciamento. E quando a gente obtém um controle, para evitar esse reconhecimento, aí sim, é preciso uma vigilância muito ativa, que dê conta de detectar os casos e fazer todo o rastreamento de contactantes. Não esquecendo que não são somente os contatos domiciliares, mas também em contactos ocupacionais, que são muito importantes. Porque essas pessoas estão circulando, andando de transporte coletivo, muitas vezes estão fazendo as compras no mercado. Esse olhar para os contatos ocupacionais, muitas vezes, acaba em segundo plano e não sendo feito de forma adequada. Eu tenho visto dados de alguns municípios, vemos que não está se testando suficientemente os contactantes. E, com isso, contabilizamos casos, mas não conseguimos fazer a interrupção da transmissão.
A gente tem feito toda uma campanha nos meios de comunicação de massa: evite aglomerações, use máscaras... Mas acho muito importante que os meios de comunicação também passem a enfatizar que no caso das pessoas que forem diagnosticadas com Covid-19, seus contactantes também precisam fazer isolamento por 14 dias. É impressionante, porque acho que essa orientação não está sendo feita de forma adequada, as pessoas estão muito preocupadas em fazer o diagnóstico e não estão orientando adequadamente o isolamento. Esse isolamento é necessário, inclusive para quem está assintomático. Pessoas que são casos confirmados me perguntam: ‘Eu estou assintomática, qual é a máscara que eu tenho que usar para sair de casa para trabalhar?’. Eu digo: ‘Não, não pode sair de casa’. E elas dizem: ‘Mas eu faço todas as medidas, uso máscara, uso álcool em gel, eu preciso trabalhar’. Não, casos e contatos têm que ficar em isolamento: essa é a única forma de fazer a interrupção da transmissão. E eu tenho a impressão de que isso não está sendo comunicado de forma adequada. Acho que as pessoas não estão fazendo isso, principalmente os assintomáticos. Acho que a gente precisa fazer uma campanha em relação a isso.

Nos países em que dizem que está acontecendo uma segunda onda, espera-se que haja uma diferença em relação à mortalidade pelo fato de os médicos já terem aprendido a tratar melhor a doença?

A gente sempre espera ter aprendido e ter um melhor controle, mas em alguns países isso não está acontecendo. Não há uma clareza, tem acontecido uma mortalidade bem alta nessa segunda onda em países europeus.


Em qual cenário poderíamos dizer que a pandemia foi controlada no Brasil, a ponto de podermos relaxar as medidas como aconteceu na Europa?

Precisamos ter uma taxa de transmissão sustentada abaixo de um e uma forte vigilância. Flexibilização das medidas, enquanto não tivermos outras alternativas e não tivermos vacina, significa: vamos abrir o comércio com cuidados, vamos voltar a trabalhar com cuidados. O controle não significa que a epidemia acabou, significa que a epidemia está controlada. O vírus segue circulando e se a gente não tomar os devidos cuidados, haverá recrudescimento. Então, nós temos que pensar que os cuidados relativos a evitar aglomeração, uso de máscara, uso de álcool em gel, higienização das mãos, todos esses cuidados vieram para ficar, não podem ser abandonados. Como a gente tem visto, embora em ambientes abertos, aglomeração em praias é um problema. É ao ar livre? Sim, mas é aglomeração, então, aumenta a chance de transmissão. A gente não pode pensar que a epidemia acabou.


Num país continental como o Brasil, essa análise sobre o fim ou não da primeira onda pode variar de acordo com a região, estado ou município?

Pode variar sim. Cada região tem a sua curva e isso pode variar bastante. Os tempos variaram bastante, de um estado para outro, das capitais para o interior.

Tem algum exemplo?

Começou pelo Sudeste e pelo Norte, lá no Amazonas, e foi chegar ao Sul após quatro semanas. Depois, da capital para o interior, mais outras quatro semanas. O pico aqui onde estou, em Pelotas (RS), foi em agosto de 2020, aí dá para ver a diferença que teve para o Rio de Janeiro e São Paulo. Mas, esses atrasos tiveram uma questão no início da epidemia, nós não tínhamos o vírus circulante. Quando fizemos o distanciamento mais forte no início, que estava todo mundo bem consciente da necessidade, que teve interrupção dos deslocamentos para os estados, retardamos a chegada do vírus a esses locais. Porém, neste momento, por que está acontecendo mais contaminação ao mesmo tempo? Porque o vírus já está nos locais, então, a gente não espera mais esse descompasso. E esse é um cenário ruim, porque o recrudescimento está acontecendo em vários lugares ao mesmo tempo e uma coisa que pode acontecer no início do ano, que foi a questão de compartilhamento de leitos – não tem leito em um local, manda o usuário para outro município – neste momento, se acontece ao mesmo tempo no interior e nas capitais, começa a ficar complicado. Nesse sentido, é muito importante ter clareza da necessidade de manutenção das estruturas que foram criadas para atender a epidemia. Porque, embora a gente obtenha o controle da doença, períodos de recrudescimento podem acontecer e podemos precisar de leitos de enfermaria e de UTI.

Também em relação à vigilância, houve um movimento contrário: no momento em que deveria ser ampliada, ela foi diminuída. Quando a gente obtém um certo controle da epidemia e que vamos fazer alguma flexibilização, precisa ampliar a vigilância para fazer o controle através dela. Em muitos locais, isso ocorreu ao contrário. Acho que não há e precisa haver conscientização dos gestores de que a estrutura de vigilância em saúde nos municípios precisa ser ampliada de maneira sustentável. Nós vamos ter que fazer detecção de casos e rastreamento de contatos durante todo o ano de 2021, isso precisa estar mantido. E a estrutura da vigilância não é só testagem, precisa ter a testagem, mas também toda a retaguarda para fazer o processamento desses testes, a devolução dos resultados, os telefonemas de monitoramento, a notificação e toda organização de envio dessas amostras. Em vários lugares, essas amostras, de acordo com a necessidade, vão para diferentes laboratórios, é toda uma logística bastante complexa, que demanda muito pessoal. E as vigilâncias vinham muito sucateadas, com uma estrutura muito pequena, e acho que tem que pensar que isso mudou, que precisamos de uma estrutura ampliada, que seja bem duradoura, qualificada para fazer o trabalho que precisa ser feito. Não há isolamento de população vulnerável sem proteção social, é preciso que isso seja identificado para viabilizar que as pessoas façam isolamento. É preciso um trabalho intersetorial, de forma que a assistência social esteja trabalhando junto com a saúde para promover um adequado monitoramento dos casos, dos contatos. A Atenção Primária é que conhece o território e tem um papel importante para identificar populações vulnerabilizadas e fazer um trabalho fundamental para promover o isolamento. Mas os profissionais têm que estar muito conscientes dessa necessidade.

A pandemia chegou ao Brasil no final do verão, em março de 2020, o que de certa forma foi visto como positivo naquele momento de expectativa de que o vírus seria mais perigoso no inverno. O verão, no entanto, é tradicionalmente um período de férias, muito movimento em várias cidades brasileiras, caracterizadas por praias lotadas, entre outras atividades de lazer. E o país ainda não viveu essa realidade em meio à pandemia. A chegada de 2021, com o verão dos primeiros meses do ano, gera uma preocupação adicional?

Eu acho que a gente precisa convencer as pessoas de que o vírus está aí, mas é muito importante que as pessoas se conscientizem, tenham cuidado nos deslocamentos, nas aglomerações. Aqui em Pelotas tivemos uma situação estranha, um aumento bem forte do número de casos, e o aumento maior nos óbitos foi depois. Não temos os dados precisos, mas o que parece é que a juventude estava se aglomerando em festas. Realmente, não é o momento para esse tipo de situação. Outro dia, em contato com profissionais de saúde intensivistas, eles me diziam: ‘A gente está lá, vendo a situação em que as pessoas chegam ao hospital, e as pessoas não se conscientizam que têm que seguir usando máscara. Ficam se dizendo cansadas. E a gente aqui, desde março de 2020, com toda estratégia de descontaminação para entrar em casa, para ter contato com filho’. Não dá para se sentir cansado, precisa manter as medidas individuais e coletivas para controlar a epidemia.


O verão brasileiro também costuma ser marcado pelo crescimento de doenças endêmicas, como a dengue. Isso pode influenciar o enfrentamento da pandemia e a capacidade de controle do vírus pelos governos?

Isso afeta, evidentemente, a capacidade de oferta de prestação de serviço. Outras doenças vão demandar o serviço de saúde, exigindo ainda mais dele, e isso faz com que a gente tenha que ter mais responsabilidade ainda em fazer tudo que pudermos para manter a epidemia de Covid controlada.[


Nessa suposta segunda onda, alguns países europeus têm optado por manter escolas abertas enquanto fecham outros estabelecimentos como, por exemplo, bares. Qual sua avaliação sobre isso?

A Abrasco lançou um documento chamado ‘Pare escolas, proteger as pessoas, valorizar a educação’, que complexifica bastante essa questão de abrir ou não as escolas, tendo como ideia de que não tem uma resposta única para isso. Tem uma ideia de enxergar a escola como equipamento público, como patrimônio social, como ativo comunitário. A escola organiza as comunidades, acolhe as crianças. Temos tido muitos relatos de problemas de crianças, tem a questão da violência doméstica, da saúde mental, da alimentação das crianças, muitas crianças dependem da alimentação escolar para ter uma nutrição minimamente adequada. Então, a ideia é que as escolas têm que se inserir nesse esforço de enfrentamento da epidemia sendo um espaço de acolhimento, especialmente, dos mais vulneráveis. Evidente que nem todas as escolas poderão abrir, sabemos que temos muitos problemas de estrutura que impedem as escolas de abrirem em algumas situações. Mas seria muito importante envolver professores, estudantes, responsáveis, pais e demais profissionais para discutir qual o papel de cada escola em cada comunidade, de que forma a escola pode se inserir nessa questão do enfrentamento da epidemia. Evidente que, em situações onde elas forem retomadas, é preciso garantir condições sanitárias adequadas. Mas a gente também pode ver isso como uma oportunidade de articulação entre educação e saúde, as duas políticas de maior capilaridade no Brasil. Temos escolas e unidades básicas de saúde em cada canto desse país e é muito importante que a gente utilize esse ativo comunitário para auxiliar no enfrentamento e controle da epidemia. A gente tem que ter um olhar para garantir o direito universal à saúde e educação com qualidade e equidade, temos que ter uma atenção especial com esses professores. O trabalho remoto intensificou muito o trabalho docente, tem muita precarização desse trabalho, e temos que ter um olhar atento para essa questão, valorizando esses profissionais, dando melhores condições de trabalho para esses profissionais que estão tão sobrecarregados nesse momento. Acho que a gente pode pensar que a ideia não é voltar ao normal, não existe normal, a ideia é aprender com essa epidemia e pensar que temos que construir um novo normal, uma nova situação. E pensar na escola como um local para refletir sobre o que estamos aprendendo com essa epidemia e como deve ser esse novo normal que precisamos construir. Em várias situações, vamos precisar de um ensino híbrido e é importante que a gente resolva de uma vez por todas essa questão da internet. Precisamos de uma plataforma pública de internet que atenda todas as instituições de educação básica e superior do país, que garanta acesso gratuito aos profissionais da educação e aos estudantes, principalmente aqueles em situação de vulnerabilidade, para realmente ter um olhar para a questão da equidade, caminhar no sentido da universalização dessa tecnologia, sem deixar ninguém para trás.


E o que esses meses de pandemia ensinaram ao mundo sobre a importância e a forma de se fazer isolamento social?

No início da epidemia, em março de 2020, eu dizia que a gente tinha que aprender com a epidemia. Eu acho que no decorrer da epidemia, ficamos olhando muito para curvas, picos, enfrentamentos e tal, e quando tivemos um decréscimo dos casos, eu digo: é hora de a gente retomar essa conversa sobre o que precisamos aprender. E eu acho que sim, a gente precisa aprender como lidar com essa situação, no sentido dessa ideia de que o vírus está aí, circulante, que as medidas de distanciamento, individuais e coletivas para o controle da epidemia estão aí, a população precisa aderir, mas eu acho que, para além disso, temos que aprender que essa nossa maneira de estar no mundo não está legal. Tem esse vírus aí por conta de toda uma questão ambiental, que passa pelo desmatamento, pela questão climática, e anuncia o desequilíbrio que nós estamos provocando. É preciso que a gente repense a nossa maneira de estar no mundo, leve a sério a crise climática, repense a questão do nosso consumo. E uma questão fundamental que a epidemia explicitou de uma forma muito crua é a questão da desigualdade. Não é possível esse nível de desigualdade que nós temos no mundo e, principalmente, no Brasil, que é realmente uma situação vergonhosa, onde muitos têm tão pouco e poucos têm uma quantidade enorme de recursos.


Que recado você daria à população e aos governos brasileiros diante do início de um novo ano e o crescimento dos casos de Covid-19?

O controle da epidemia necessita de coordenação. Também uma questão importante é que os dados são ruins, temos tido várias interrupções nas informações, precisamos trabalhar para melhorar a qualidade das informações sobre a epidemia, monitorar de perto para que possamos tomar as medidas necessárias de acordo com o que for ocorrendo em relação à epidemia. Precisa ampliar muito a questão da vigilância, nesse sentido de que não basta testar, mas sim, estruturar toda a vigilância de forma a dar conta do controle, investindo forte na questão do isolamento de casos e contatos, e fazer isso com a adequada proteção social. Certamente a população vai precisar dessa proteção social na medida em que temos toda uma situação importante já de desemprego e de populações vulneráveis que vão precisar ser acolhidas e apoiadas para fazer esse enfrentamento de forma adequada.

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Comentários

Muito consistente a Narrativa da DRA ANA CLAUDIA. Lembro que na Pandemia do H1N1 em 2009 Ana Claudia estava no Instituto Amilcar Gigante da UFPel e foi importante aliada no enfrentamento da doença e na organização do Sistema de Saúde na Zona Sul do RS. Hoje novamente se destaca com análises precisas e apontamentos consistentes que com certeza auxiliam na definição das Politicas publicas para o enfrentamento da Sars Cov 19.

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