Entrevista

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  • 01/12/2021 14h05 Entrevista

    Nessa entrevista, Marcelo Soares, pesquisador do Instituto Nacional do Câncer (INCA) traça paralelos entre as pandemias de HIV/Aids e de Covid-19, destacando o papel que as redes de pesquisa desenvolvidas no âmbito do enfrentamento do HIV tiveram no processo de descoberta de vacinas contra o novo coronavírus. Ele também fala sobre o histórico do desenvolvimento dos tratamentos antirretrovirais ao longo das décadas e sobre os desafios para o desenvolvimento de uma vacina contra o vírus HIV, processo que segundo ele pode se beneficiar das lições aprendidas na pandemia de Covid-19.

  • 19/11/2021 12h07 Entrevista

    Nessa entrevista, Edna Araújo, docente da pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) na Bahia revela, em primeira mão, dados de pesquisa sobre o impacto da pandemia de covid-19 sobre as populações negras, resultados do trabalho de uma rede de pesquisa constituída no âmbito do GT Racismo e Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

  • 17/09/2021 9h59 Entrevista

    Ana Maria Araújo Freire, conhecida como Nita Freire, é pedagoga, mestre e doutora em educação. Aos 53 anos, viúva e com quatro filhos, casou-se com aquele que mais tarde se tornaria o patrono da educação brasileira, cuja memória ela se incumbe de guardar e difundir ainda hoje. Autora e organizadora de vários livros sobre a obra e a vida de Freire, Nita tem participado o mais ativamente possível das comemorações do seu centenário. Nesta entrevista, ela conta histórias, explica o ‘método’ de alfabetização de adultos que se tornou mundialmente conhecido e comenta as preocupações e objetivos que moveram o educador ao longo de toda sua vida: “a dignificação das pessoas e a democracia”.

  • 16/09/2021 16h25 Entrevista

    Ivanilde Apoluceno é professora e coordenadora do Núcleo de Educação Popular da Universidade Estadual do Pará (NEP-UEPA). Nesta entrevista, ela descreve sua experiência com alfabetização de jovens, adultos e crianças, incluindo uma pesquisa recente com algumas do espectro autista, utilizando os princípios e metodologia de Paulo Freire. A pesquisadora também analisa políticas e discursos educacionais contemporâneos à luz da pedagogia freireana e ressalta o que considera uma perspectiva decolonial na sua obra.

  • 16/09/2021 11h18 Entrevista

    José Willington Germano é professor emérito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e, além de estudar, viu e viveu de perto a efervescência cultural que marcava o Nordeste brasileiro nos anos 1960. Quando a experiência de alfabetização de adultos de Paulo Freire aconteceu no pequeno município de Angicos, ele morava numa cidade ao lado. Mais tarde, pesquisou e produziu análise crítica sobre a campanha ‘De pé no chão também se aprende a ler’, que envolvia iniciativas de educação popular e cultura em Natal, mais ou menos no mesmo período das ‘40 horas de Angicos’. Nesta entrevista, ele descreve o ambiente cultural da época no “Brasil profundo” e aproxima o trabalho de Freire de autores que hoje discutem a opressão por uma perspectiva decolonial.

  • 16/09/2021 10h47 Entrevista

    Lisete Arelaro é professora emérita da Universidade de São Paulo (USP), foi secretária de educação na cidade de Diadema em dois períodos e integrou a equipe de Paulo Freire que esteve à frente da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo do governo Luiza Erundina, em 1989. Nesta entrevista, ela conta detalhes dessa experiência, destacando os sucessos e as dificuldades da gestão, e mostra como se tentava colocar em prática as concepções freireanas.

  • 16/09/2021 10h33 Entrevista

    Roberto Leher é professor, pesquisador e ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesta entrevista, ele destaca a importância do trabalho de Paulo Freire ao mesmo tempo em que faz um balanço crítico da estratégia política da qual os movimentos de educação popular e cultura dos anos 1960 teriam sido parte. Segundo o professor, em plena Guerra Fria, a educação se tornou cenário de disputa explícita, o que fez com que, na mesma época em que Freire avançava na alfabetização de adultos com foco na conscientização, chegasse ao país a teoria do capital humano, que marcaria o tecnicismo na educação ainda hoje.

  • 15/09/2021 11h17 Entrevista

    Grasiele Nespoli é professora e pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), da Fiocruz, e foi uma das coordenadoras do curso EdPopSUS, um projeto que formou quase dez mil lideranças comunitária e trabalhadores de saúde, principalmente Agentes Comunitários de Saúde (ACS), no Brasil inteiro. Nesta entrevista, ela explica como a herança de Paulo Freire tem se traduzido em experiências do campo da saúde, com potencial de mudar as relações entre profissionais e usuários do sistema.

  • 13/09/2021 19h06 Entrevista

    Walter Kohan é professor titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e autor de vários livros que tratam sobre a vida e a obra freireana. Nesta entrevista, produzida para a matéria de capa da Revista Poli e que integra um especial comemorativo do centenário de Paulo Freire, o pesquisador contextualiza as experiências desenvolvidas pelo patrono da educação brasileira. Ele também questiona o uso da expressão “conscientização” associada à sua pedagogia, analisa os programas educacionais atuais à luz dessa concepção e explica por que Freire se tornou alvo de perseguição de grupos políticos no Brasil de hoje.

  • 02/09/2021 12h01 Entrevista

    Será a “extinção” do licenciamento ambiental no Brasil. Assim a nota da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Abrasco, define o que vai acontecer se o projeto nº 2.159, de 2021, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados e está sendo agora discutido no Senado, se tornar lei. Depois de tramitar por mais de 20 anos, o texto que institui uma lei geral do licenciamento ambiental finalmente avançou, mas não sem antes ser completamente descaracterizado, tornando-se o oposto do que defendiam pesquisadores, entidades e movimentos sociais ambientalistas. Engenheiro sanitarista e professor-pesquisador da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), da Fiocruz, Alexandre Pessoa ajudou a construir o posicionamento público da Abrasco e tem travado esse debate em todos os espaços possíveis. Nesta entrevista, ele mostra como o PL praticamente elimina o papel do Estado na regulação de obras de infraestrutura, energia elétrica, saneamento e instalações agropecuárias, entre vários outros empreendimentos que possam gerar impactos socioambientais e à saúde das populações. Além de detalhar as muitas ‘armadilhas’ embutidas no texto e exemplificar com tragédias e riscos reais, Pessoa alerta para o que considera um dos principais retrocessos do projeto: a separação, proposital, entre ambiente e saúde, ignorando-se os impactos mais ou menos diretos que as questões ambientais têm sobre a qualidade de vida das pessoas e as condições sanitárias do país.