diretrizes curriculares da educação profissional
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05/02/2026 10h13 Entrevista
O Conselho Nacional de Educação (CNE) acaba de receber um relatório que deverá subsidiar a elaboração das novas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Profissional e Tecnológica no Brasil. O texto foi produzido por um Grupo de Trabalho instituído pelo Ministério da Educação (MEC), que funcionou de agosto de 2025 a janeiro deste ano. Formalmente, a atualização das diretrizes se tornou necessária para adequá-las a duas outras novidades: as mudanças na Reforma do Ensino Médio, instituídas pela lei 14.945, de 2024, e a criação da Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica, que se deu por meio do decreto 12.603, de 2025. Mas a construção desse novo documento responde também às muitas críticas que as diretrizes atuais, instituídas pela Resolução CNE/CP nº 01, de janeiro de 2021, vêm sofrendo por parte de diversas entidades e movimentos sociais da Educação. Entre os vários pontos criticados do texto – elaborado com o principal objetivo de adequar as normas da EPT à primeira Reforma do Ensino Médio (lei nº 13.415), aprovada no governo do presidente Michel Temer –, estão a validação do notório saber – que permite que um profissional com experiência numa determinada área técnica possa ser professor da EPT, sem formação – e o enfraquecimento da perspectiva de oferta da Educação Profissional de forma integrada ao Ensino Médio, carro-chefe da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Integrante do GT que construiu a proposta das novas diretrizes, Wilson Canciani, ex-professor e gestor do Instituto Federal de Brasília, afirma, nesta entrevista, que este foi exatamente o ponto de maior controvérsia nos trabalhos do grupo – e aposta que a discussão deverá ressurgir “quente” agora dentro do próprio CNE. Ele reconhece que, tendo sido resultado de debates de um coletivo muito plural, o relatório – e consequentemente as diretrizes que dele resultarão – não atenderá a todas as expectativas dos educadores, mas avalia de forma muito positiva o que se conseguiu de consenso no texto final e o processo participativo como um todo. Com o relatório em mãos, o CNE agora deverá organizar uma consulta pública e publicar as novas Diretrizes até abril deste ano.
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