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público e privado na saúde

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  • 20/03/2026 9h27 Entrevista

    Há exatos 40 anos, entre 17 e 21 de março, cerca de 4 mil pessoas se encontraram no ginásio Nilson Nelson, em Brasília, para debater as políticas de Saúde no Brasil. O ano era 1986. O cenário era o de uma mobilização social intensa, que tinha contribuído para o fim dos governos militares e agora lutava tanto pelas ‘Diretas Já’ quanto pelos rumos da democracia que nascia depois de mais de duas décadas de ditadura. Foi nesse contexto que se deu a 8ª Conferência Nacional de Saúde, um evento que, diferente de todas as edições anteriores, apostou na participação popular para discutir criticamente o modelo de atenção, redesenhar o sistema de saúde e propor uma verdadeira Reforma Sanitária no Brasil. De lá saíram as principais concepções e propostas que pouco depois formatariam a maior política social inscrita na Constituição de 1988: o Sistema Único de Saúde, SUS. “É uma lembrança muito bonita”, emociona-se Maria Inês Bravo, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e uma das lideranças da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, que quatro década atrás foi delegada da ‘Oitava’ representando o Conselho Federal de Serviço Social. Mas ela alerta: ser ‘bonito’ não significa que tenha sido fácil. Num país em que a oferta de Saúde era fortemente privatizada, o setor empresarial decidiu não participar da Conferência quando percebeu que o debate mobilizaria um grande contingente de pessoas dispostas a defender mudanças profundas, como a estatização dos serviços, o financiamento público e o princípio de que a Saúde é direito de todos e dever do Estado. Ausentes da ‘Oitava’, esses mesmos empresários jogaram todas as fichas na Assembleia Nacional Constituinte. E ganharam um bocado. Na avaliação de Maria Inês, a maior perda que o movimento sanitário que vinha da ‘Oitava’ teve nessa queda de braço foi a substituição da proposta de estatização progressiva da Saúde pelo papel “complementar” do setor privado em relação ao público no texto da Constituição. Apesar desse revés, o que se conquistou não foi pouco – e, segundo a dirigente da ‘Frente’, nada disso teria sido possível sem a mobilização social da 8ª CNS. Reconhecendo que vivemos hoje um momento de descenso dos movimentos sociais e argumentando que o movimento da Reforma Sanitária se institucionalizou demais, abandonando as lutas por fora do Estado, nesta entrevista ela conta um pouco dessa história e defende que a melhor forma de comemorar esse marco de 40 anos é retomar a radicalidade das propostas da ‘Oitava’.

  • 02/07/2025 12h51 Reportagem

    Programa Agora Tem Especialistas do governo federal prevê que hospitais privados prestem serviços ao SUS em troca de créditos tributários para abater dívidas com a União. Para Abrasco e outras organizações da saúde, medida é importante no curto prazo, mas precisa estar acompanhada de medidas estruturais para ampliar a autonomia do SUS. Para entidade que representa hospitais privados, articulação do SUS com o setor privado “veio para ficar”.

  • 30/11/2023 14h14 Reportagem

    Movimento de portadores de HIV/Aids foi fundamental para vitória contra a comercialização do sangue na Constituição de 1988, que agora a PEC do Plasma quer reverter

  • 30/11/2023 13h26 Reportagem

    Proposta de Emenda Constitucional quer voltar a autorizar a comercialização de sangue no Brasil. Debate é oportunidade para conhecer a política do país nessa área e os interesses do setor privado

  • 03/05/2021 14h03 Reportagem

    Colaboração, “camarote da vacina”, fura-fila ou cortina de fumaça? Indefinição e diferentes avaliações sobre a participação do setor privado na imunização contra a Covid-19

  • 03/05/2021 14h00 Reportagem

    Vacinação contra a Covid-19 enfrenta graves obstáculos. Em cenário de escassez mundial de vacinas, fragmentação nacional nas ações gera iniciativas de estados e municípios. Correndo por fora, o setor privado busca entrar no jogo. Conheça as dificuldades, riscos e necessidades da imunização e das ações de combate à pandemia

  • 07/05/2020 11h38 Reportagem

    Num momento em que os sistemas de saúde de municípios e estados entram em colapso e pessoas começam a morrer nas filas de UTI, cresce o movimento por uma regulação única dos leitos, incluindo o SUS e a rede particular

  • 02/08/2019 11h42 Reportagem

    Minuta do projeto de lei do programa permite que hospitais universitários federais firmem convênios com planos privados. Para críticos, mudança abre caminho para a implantação da dupla porta de entrada nos HUs, e deve ampliar iniquidades no atendimento

  • 13/04/2018 10h08 Entrevista

    ‘A ousadia de propor um Novo Sistema de Saúde’. Essa foi a convocatória para um evento promovido pela Febraplan, a Federação Brasileira de Planos de Saúde, que circulou intensamente por meio das redes sociais no início desta semana. E que causou um rebuliço entre as entidades do Movimento Sanitário Brasileiro. Não sem razão. Em meio a um cenário de desmonte das políticas sociais como um todo, e às políticas de saúde especificamente, a proposta de construção de um “Novo Sistema Nacional de Saúde”, ainda mais partindo de uma entidade representativa do setor empresarial, foi vista como um ataque direto ao Sistema Único de Saúde (SUS). Acontece que a proposta não é novidade. Quem diz isso é José Sestelo, vice-presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Nessa entrevista, ele explica por que ficou surpreso com a reação suscitada pelo evento da Febraplan, entidade recém-fundada, cujas propostas não trazem nada de novo em relação à agenda que as entidades empresariais da saúde vêm defendendo e promovendo desde pelo menos 2013. Esse foi o ano de publicação do chamado ‘Livro Branco da Saúde’, encomendado pela Associação Nacional dos Hospitais Privados (ANAHP) a uma empresa de consultoria espanhola para propor mudanças no sistema de saúde brasileiro. Mudanças que, segundo ele, tenderiam a aproximar o sistema de saúde brasileiro ao dos Estados Unidos, onde o sistema público só atende aos muito pobres e aos idosos, e onde o gasto em saúde em relação ao PIB é o maior do mundo, chegando a 18%. Nesta entrevista, Sestelo defende que o Movimento Sanitário precisa se apropriar das propostas que têm sido defendidas pelos empresários da saúde, até para que consiga pautar sua ação política na defesa dos princípios que regem o SUS.

  • 14/06/2017 12h58 Dicionário Jornalístico