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Entrevista

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  • 10/02/2011 9h45 Entrevista

    Entre a demanda por mais dinheiro e a queixa de que o problema da saúde está na má gestão dos recursos, o atual ministro da saúde, Alexandre Padilha, prefere ficar com os dois — essa é, segundo ele, uma “falsa dicotomia”. A conquista de mais recursos tem a ver com o papel central da saúde na agenda de desenvolvimento do país. Já a melhoria da gestão passa pela prioridade de um sistema centrado na atenção básica mas não engloba a discussão sobre a relação entre público e privado — esse é, na sua avaliação, um debate “ideologizado”. Ex-ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República do governo Lula e ex-diretor nacional de saúde indígena da Funasa entre 2004 e 2005, dentre muitos outros cargos, o médico Alexandre Padilha, vinculado ao Partido dos Trabalhadores, acaba de assumir o ministério da saúde. Nesta entrevista, concedida no dia 4 de fevereiro a Poli e a outras duas revistas editadas na Fiocruz — RET-SUS e Radis —, ele fala ainda sobre as prioridades da formação em saúde, incluindo a situação dos ACS. E, sem fugir das polêmicas, defende a construção da usina de Belo Monte.

  • 10/12/2010 9h45 Entrevista

    Para o sociólogo e pró-reitor de extensão da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), José Cláudio Alves, os episódios de violência recentes no Rio são reações a um reanjo do crime ligado ao tráfico de drogas. De acordo com o professor, fazem parte deste conflito as milícias e as facções do crime, mas ao contrário do que a mídia veicula, as pessoas que se vê sendo presas e mortas são apenas a ponta mais frágil do crime. Estudioso do assunto há vários anos, José Cláudio Alves é autor de um livro sobre os grupos de extermínio na Baixada Fluminense.

  • 03/12/2010 9h45 Entrevista

    O mandato de Marcelo Freixo, deputado estadual e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, tem acompanhado todo o processo de ocupação do Complexo do Alemão. Referência internacional na discussão sobre violência e direitos humanos, nesta entrevista ele analisa os episódios recentes e propõe um debate que questiona o modelo bélico de segurança pública, mas sem deixar de levar em conta o desejo da população das favelas de se ver livre da violência das armas. Essa população, explica, é vítima do tráfico e da ausência e truculência do Estado.

  • 02/12/2010 9h45 Entrevista

    Nesta entrevista, a socióloga Vera Malaguti faz uma análise da situação de violência do Rio de Janeiro. Para ela, as últimas ações da polícia do Rio e das forças armadas no Complexo do Alemão demonstram que estamos seguindo aqui no Brasil um modelo fracassado de guerra contra as drogas. Vera Malaguti Batista é secretária geral do Instituto Carioca de Criminologia e professora de criminologia da Faculdade de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

  • 22/09/2010 8h45 Entrevista

    Raquel Rigotto, professora do Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará (UFC), participou como palestrante do Seminário Nacional Contra o Uso de Agrotóxicos, realizado de 14 a 16 de setembro na Escola Nacional Florestan Fernandes – Guararema, São Paulo. Coordenadora do Núcleo Tramas – Trabalho, Meio Ambiente e Saúde, pesquisa a relação entre agrotóxicos, ambiente e saúde no contexto da modernização agrícola no estado do Ceará. Nesta entrevista, ela defende o debate sobre uso de agrotóxicos como um tema estratégico e critica a ideia de que é possível utilizá-los de forma segura.

  • 15/07/2010 8h45 Entrevista

    Em 1974, uma holandesa de 21 anos chegou à Bolívia para permanecer por cerca de um ano. O amor por um boliviano e pela cultura do país, no entanto, fez com que ela desistisse de retornar a Holanda. "Eu gosto muito de viver aqui. Fui educada de forma muito rígida, com a idéia de que existe apenas uma forma de se ‘viver bem'", e, na Bolívia, pude conhecer e desfrutar a diversidade de maneiras de ver a vida", conta. Hoje, a pedagoga Ineke Dibbits, diretora da ONG boliviana Taller de Historia y Participación de la Mujer (TAHIPAMU) - que trabalha pelos direitos das mulheres, em particular aos relacionados à saúde -, faz uma importante reflexão sobre a questão da interculturalidade na área da saúde e na formação de trabalhadores para o setor, que está certamente relacionada à sua própria experiência no 'mundo da vida'.

  • 06/07/2010 8h45 Entrevista

    Após a aprovação de modificações no Código Florestal, biomas como o Cerrado e a Caatinga, além da Amazônia, ficaram ainda mais ameaçados. Nesta entrevista, o geógrafo e professor da Universidade Federal Fluminense Carlos Walter Porto-Gonçalves explica que o agronegócio não é o único modelo possível para a agricultura. Para Porto-Gonçalves, muito mais importante do que discutir um código de florestas é pensar em um código de biodiversidade, que proponha a convivência fraterna os brasileiros e a rica natureza do país.

  • 15/05/2009 8h45 Entrevista

    Nesta entrevista, Ricardo Antunes, professor do Departamento de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) trata das transformações do capitalismo, explica conceitos novos e discute o papel dos sindicatos na defesa dos trabalhadores e nas lutas mais amplas pela sobrevivência da humanidade

  • 15/05/2009 8h45 Entrevista

    Historiador e economista, deputado estadual pelo PSOL, Marcelo Freixo é reconhecido pela sua luta em defesa dos direitos humanos. Nesse caminho, tornou-se pesquisador da ONG Justiça Global e teve destaque como coordenador da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Sempre envolvido com os movimentos sociais, o atual deputado foi também presidente do sindicato dos professores de São Gonçalo e Niterói, no estado do Rio e tornou-se referência nos assuntos que dizem respeito à violência urbana. Nesta entrevista, ele conta sua experiência em projetos de educação em presídios e analisa a política penitenciária brasileira, mostrando como ainda prevalece, no país, uma mentalidade punitiva, voltada mais para a vingança do que para a justiça.

  • 01/05/2009 8h45 Entrevista

    Desde que foram propostas como um modelo de gestão indireta, as fundações públicas de direito privado – ou fundações estatais – vêm sendo celebradas por alguns e condenadas por outros. A ideia do PLP 92/2007, que está tramitando na Câmara dos Deputados, é permitir a atuação dessas fundações nas áreas de saúde, assistência social, cultura, e meio ambiente, entre outras. Até que ponto isso significa um afastamento do Estado em relação a atividades pelas quais é responsável? Por que usar as regras do privado para gerir serviços públicos? O modelo atual de gestão se tornou insuficiente? O que muda nas relações de trabalho? Para discutir essas questões, conversamos com Luiz Alberto dos Santos, especialista em políticas públicas e em gestão governamental, doutor em Ciências Sociais e Consultor Legislativo do Senado Federal para Administração Pública. Luiz Alberto, que atualmente é subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas governamentais da Casa Civil da Presidência da República, também analisa nessa entrevista as mudanças que os países da América Latina atravessaram nas últimas décadas, no que diz respeito à atuação do Estado nas áreas sociais.