No mundo

Maíra Mathias - EPSJV/Fiocruz | 09/11/2016 12h20 - Atualizado em 09/11/2016 12h20

O fenômeno brasileiro se conecta com outras ‘ligas’ de empresários que fundam entidades mundo afora para influenciar governos e opinião pública. É o caso da recém-criada Aliança pela Transformação da Saúde (originalmente Health Transformation Alliance) que desde fevereiro deste ano une corporações gigantes como Coca-Cola, Shell, Intel, IBM e American Express com a meta comum de mudar a assistência à saúde nos Estados Unidos. Guardadas as enormes diferenças entre as realidades brasileira e americana, a fórmula empresarial se repete. Assim como a Coalizão Saúde, a Aliança é uma entidade sem fins lucrativos que divulga uma premissa: o sistema de saúde americano é insustentável e custa muito caro. Lá, o objetivo anunciado é cortar o custo per capita e ao mesmo tempo melhorar a saúde por meio de propostas por vezes idênticas às tupiniquins, como obter informações dos prontuários dos pacientes ou “educar” as pessoas para que “tomem melhores decisões” de saúde, evitando “maus hábitos” de pacientes e médicos que, supostamente, “querem” e prescrevem exames sem necessidade.

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