Linhas de Pesquisa

Esta linha de pesquisa vincula-se à área de pesquisa institucional da Fiocruz 'Informação e Comunicação em Saúde'. Trata de objetos de investigação sobre a informação e a tecnologia educacional em abordagens que elegem os processos educativo e informativo desenvolvidos na escola, no trabalho e demais lugares sociais da cidade e do campo como fato social de comunicação. Enfatiza a dinâmica dos processos históricos e sociais de produção, circulação e recepção de mensagens, discursos, representações, e de construção do sentido da linguagem.

Esta linha de pesquisa vincula-se à área institucional de pesquisa da Fiocruz 'Educação e Saúde'. Baseia-se na tentativa de superar modelos de formação de trabalhadores em saúde restritos aos treinamentos em serviços, o que impele ao desenvolvimento de estratégias pedagógicas que facilitem a apropriação e transmissão do conhecimento e possibilitem questionar as condições de trabalho.

A crítica ao modelo de treinamento como instrumento subordinado ao fazer pragmático e imediato, por um lado, e ao ensino transmissivo do conteúdo descolado da realidade dos serviços, por outro, é a base para a construção de novas perspectivas pedagógicas adotadas na educação dos trabalhadores em saúde a partir da década de 1980. Portanto, nesta linha de pesquisa estudam-se, na perspectiva histórica, as concepções teórico-metodológicas que embasam projetos e práticas político-pedagógicas de educação de trabalhadores em saúde, bem como a práxis desses projetos e práticas. Nesse sentido, busca compreender as razões e as concepções que orientam a apropriação, pela área da saúde, de teorias e conceitos da área da educação.

Esta linha de pesquisa vincula-se às áreas de pesquisa da Fiocruz 'Educação e Saúde' e 'História, Saúde e Ciência'. Os objetos investigados compreendem a Educação em Ciências, com destaque para o recorte da Iniciação Científica de jovens, maduros e futuros trabalhadores que cursam o Ensino Médio e a Educação Profissional em Saúde. Parte da compreensão da iniciação científica como integrada a um projeto de educação que permita entender a sociedade como lugar de criação humana, que pressupõe criações, descobertas e invenções na ciência, no trabalho, na cultura e na saúde.

Contempla projetos de investigação que disputam a produção social de conhecimento, no longo caminho percorrido pela ciência e tecnologia, e buscam o desenvolvimento da pesquisa como princípio pedagógico e/ou como princípio educativo, subsidiando a formulação de programas de ensino que auxiliem a educação em ciências como um projeto político de sociedade a favor da humanidade.

Esta linha de pesquisa está inserida na área institucional de pesquisa da Fiocruz 'Educação e Saúde'. Partindo da proposta da educação profissional politécnica na área da saúde, leva em conta as contradições encontradas na materialidade do trabalho em saúde e nos processos histórico-sociais da formação humana. Tem por objeto análises teórico-metodológicas do ensino nas diversas áreas de formação técnica na saúde (vigiläncia em saúde, atenção em saúde, biodiagnostico, biosseguranca, gestão de serviços de saúde, informação e registros em saúde). Busca subsidiar a qualificação de propostas, de modo a atender a atual legislação de ensino, porém vislumbrando os espaços gerados pelas contradições nela existentes, e assegurando a formação dos trabalhadores da saúde como um constructo engendrado pelas relações sociais.

Esta linha de pesquisa vincula-se às áreas institucionais de pesquisa da Fiocruz 'Políticas Públicas, Planejamento e Gestão em Saúde' e 'Educação e Saúde'. Procura abarcar a gênese e transformação das práticas de educação e de saúde no Brasil, com ênfase na gestão e no planejamento, relacinando-as ao trabalho e a educação. Objetiva compreender a configuração do Estado capitalista e suas funções em diferentes fases históricas, considerando a relação entre economia, política e cultura. Busca compreender o desenvolvimento histórico dessas políticas sociais, tendo como enfoque principal as concepções que embasaram as políticas voltadas para a educação dos trabalhadores e a saúde da população. Considera os conceitos de Estado e sociedade civil e as dinâmicas entre eles, bem como as tendências globais da economia e da divisão internacional do trabalho e do conhecimento. Entende que a compreensão dos movimentos reivindicatórios e a formação de grupos de interesses impõem a análise do processo político global e, portanto, do Estado e das formas de organização do poder decisório na sociedade, em comparação com formas institucionalizadas de representação de interesses: sindicatos e partidos políticos. São consideradas, ainda, as disputas em torno dos projetos nacionais de educação e saúde, orientadas por interesses de classe e mediadas pelas características do desenvolvimento da economia capitalista em nosso país, conformando culturas e sociabilidades cujas normas e valores estão presentes na organização dos sistemas e no cotidiano das instituições de ensino e saúde.

Esta linha de pesquisa vincula-se às áreas institucionais de pesquisa da Fiocruz: “ Política Pública, Planejamento e Gestão em Saúde”, “Promoção em Saúde” e “Educação e Saúde”, “História da Ciência e Saúde” e “"Sociologia, Antropologia, Filosofia e Saúde, Cultura e Sociedade". A linha inclui estudos que abordam a transformação das politicas de saúde e outras politicas públicas afins, tendo por base a visão histórica da relação Estado-sociedade e da construção dos direitos sociais. Tendo como perspectiva a educação profissional em saúde, objetiva-se a produção de conhecimentos e a atualização dos problemas e desafios presentes na implementação e consolidação do SUS. Considerando a diversidade de objetos do campo da atenção, inclui o estudo da constituição dos saberes, das práticas, dos  modelos  e políticas de saúde que repercutem sobre a conformação dos perfis profissionais dos trabalhadores em saúde.

Esta linha de pesquisa vincula-se à área institucional de pesquisa da Fiocruz 'Educação e Saúde'. Parte do pressuposto de que compreender a formação humana em sua totalidade perante o modo de produção da existência é central para o entendimento das relações sociais e sua possível transformação. Isso porque a produção da existência humana é mediada, em primeira ordem, pelo trabalho, que adquire formas sociais específicas de acordo como o modo de produção. A Saúde é prática social articulada ao trabalho, à educação. Portanto, o conceito ampliado de Saúde exige a elucidação de questões que emergem dessa prática social, como a produção de conhecimento das relações sociais capitalistas, na medida em que se vincula às condições de existência do homem.

As diversas questões que constituem os objetos desta linha tratam dos processos e das relações de produção e reprodução social sob a égide do capital, entendendo que o processo do trabalho educativo e o processo de trabalho na saúde, embora com diferenciações e particularidades, ocorrem numa relação dialética de subsunção do trabalho humano ao capital, que precisa manter a sua unidade fundamental que é a mercadoria.

Esta linha de pesquisa compreende a tecnologia como um conjunto de ferramentas, entre elas as ações de trabalho, que põem em movimento uma ação transformadora da realidade, incluindo nelas os conhecimentos necessários para operá-las, ou seja, a tecnologia é entendida como um conjunto de saberes e instrumentos que expressam, nos processos e práticas do trabalho, a rede de relações sociais em que seus agentes articulam suas práticas em uma totalidade social. Deste modo, esta linha incorpora as tecnologias sociais em saúde em função do contrato social baseado na autogestão e no intercambio entre os conhecimentos científicos e saberes populares, permitindo a apropriação coletiva e distributiva de conhecimento, sendo ampliado no campo da saúde coletiva na perspectiva da constituição de territórios saudáveis e sustentáveis.