Entrevista

Exibindo 1 - 10 de 263
  • 09/11/2018 16h01 Entrevista

    A Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CEB/CNE) aprovou na quinta-feira (08/11) as novas Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, modificando a norma no sentido de alinhá-la à lei 13.415/17, da reforma (ou contrarreforma, para alguns setores críticos) do ensino médio e à proposta de Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Por 8 votos a 1, os conselheiros aprovaram o documento, que passou por uma consulta pública entre 9 e 29 de outubro. Nesse período inúmeras entidades do campo educacional, como a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) e a Associação Brasileira de Currículo (ABdC), se manifestaram com críticas às propostas. Até mesmo o ex-conselheiro do CNE César Callegari - que em julho renunciou à presidência do órgão em protesto contra o que considerou interferência do governo no Conselho durante o processo de votação da BNCC do ensino médio - lamentou a aprovação das novas diretrizes, que segundo ele “precarizam ainda mais a educação pública” ao, por exemplo, “abrir caminho” para sua privatização. A Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz) também enviou ao CNE uma nota questionando, entre outros pontos, a ausência de audiências públicas para discussão do documento, o aprofundamento da fragmentação da educação com o alinhamento das diretrizes à “contrarreforma” do ensino médio e a supressão de alguns trechos importantes das diretrizes anteriores, como o que dispunha sobra a oferta pública e gratuita do ensino médio como dever do Estado. Nesta entrevista, a professora-pesquisadora da EPSJV/Fiocruz Marise Ramos fala sobre algumas das críticas feitas pela Escola, analisa o que as novas diretrizes significam para a educação profissional e discute o significado das mudanças à luz da disputa que hoje se dá em torno de qual deve ser o papel do Estado no provimento da educação básica.

  • 31/10/2018 10h25 Entrevista

    Candidato à Presidência da República pelo PT. Coligação 'O Povo Feliz de Novo' (PT/PCdoB/PROS)*

  • 31/10/2018 10h23 Entrevista

    Candidato à Presidência da República pelo PPL. Não há coligação

  • 31/10/2018 10h20 Entrevista

    Candidato à Presidência da República pelo PODEMOS. Coligação 'Mudança de Verdade' (PSC/PTC/PRP)

  • 31/10/2018 10h20 Entrevista

    Candidato à Presidência da República pelo PSOL. Coligação 'Vamos sem Medo de Mudar o Brasil' (PSOL/PCB)

  • 31/10/2018 9h37 Entrevista

    Candidata à Presidência da República pelo PSTU. Não há coligação

  • 31/10/2018 9h12 Entrevista

    Candidata à Presidência da República pela REDE. Coligação 'Unidos para Transformar o Brasil' (REDE/PV)

  • 26/10/2018 14h22 Entrevista

    Presa política da ditadura brasileira e uma das fundadoras do grupo Tortura Nunca Mais, Cecília Coimbra fala sobre direitos humanos - ontem e hoje

  • 18/10/2018 15h25 Entrevista

    No dia 15 de outubro se celebra o Dia do Professor, mas parece que há pouco a comemorar quando o assunto é a realidade da profissão. Talvez por isso, cada vez menos estudantes brasileiros querem seguir a carreira docente. Apenas 2,4% dos alunos de 15 anos têm interesse na profissão. Há dez anos, o porcentual era de 7,5%. Os dados são do relatório ‘Políticas Eficientes para Professores’, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Além disso, uma pesquisa do Todos pela Educação feita em maio 2018 mostrou que 49% dos professores não indicariam a docência a um jovem. Segundo o relatório da OCDE, a valorização de quem entra em sala de aula para ensinar as crianças foi o caminho trilhado pelos países que hoje têm os melhores indicadores educacionais do mundo. Tornando a carreira mais atrativa, esses sistemas conseguiram levar os melhores alunos para a profissão e, consequentemente, formaram melhores professores. No entanto, o Brasil, mesmo com legislações avançadas de valorização dos professores, caminha na contramão desses países. Nesta entrevista, a professora e vice-presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) Centro-Oeste, Maria Dilneia Espíndola Fernandes, fala sobre os entraves para a garantia de valorização dos professores da educação básica no Brasil.

  • 11/10/2018 16h17 Entrevista

    “Salve as crianças / Elas têm direito à educação/ Um lar, comida, cobertor/ Carinho, afeto, amor/ Saúde, paz para brincar / Sonhar, sonhar, sonhar”. Esse é o trecho do samba-enredo do bloco Os Cata-Latas do Grajaú, no Rio de Janeiro. Os versos, porém, destoam da realidade brasileira. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD 2015), mais de 2,7 milhões de crianças e adolescentes, de 5 a 17 anos, estão em situação de trabalho no Brasil. No mundo, são 152 milhões no trabalho precoce. O trabalho infantil é toda forma de trabalho realizado por crianças e adolescentes abaixo da idade mínima permitida, de acordo com a legislação de cada país. No Brasil, o trabalho é proibido para quem ainda não completou 16 anos, como regra geral, a menos que seja na forma de aprendiz, quando a idade mínima passa para 14 anos. Além disso, entre 2007 e 2017, 40.849 meninos e meninas sofreram acidentes de trabalho, sendo 24.654 de forma grave, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde. Outras 236 crianças e adolescentes perderam a vida nesse período. Entre as notificações consideradas graves estão amputações, traumatismos, fraturas e ferimentos nos membros, principalmente nos superiores. Em janeiro deste ano, um adolescente de 16 anos morreu ao cair de uma altura de 20 metros na pedreira em que trabalhava, em João Pessoa (PB). A maioria das crianças e adolescentes vítimas desses acidentes de trabalho realizam atividades definidas pelo Decreto 6.481/2008 como piores formas de trabalho infantil. Trabalham no comércio, na agricultura, na construção civil e como açougueiros, entre outras atividades. Para falar sobre essas disparidades e os esforços para combater o trabalho infantil no Brasil, o Portal EPSJV/Fiocruz entrevistou Isa de Oliveira, secretária-executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), que desde 1994, ano de criação, vem traçando estratégias para mobilizar agentes institucionais governamentais e da sociedade civil quanto à prevenção e erradicação de todas as formas de trabalho infantil.