Policast

Sabia que agora você também pode acompanhar conteúdos do Portal EPSJV/Fiocruz em Podcast? A EPSJV/Fiocruz lançou essa semana mais um canal de comunicação, o Policast. A partir de agora, você também poderá acompanhar entrevistas, matérias e conteúdos exclusivos em formatos de áudio.

Em nossa estreia apresentamos uma entrevista com Paulo Carrano, professor e coordenador do grupo de pesquisa ‘Observatório Jovem do Rio de Janeiro’ da Universidade Federal Fluminense (UFF), que avaliou como o AI-5 impactou e impacta até hoje o sistema educacional brasileiro.

 

Na mesma semana, produzimos um Policast especial de 30 anos do SUS. Conversamos com Eduardo Hage, especialista em vigilância em saúde do Isags, que apresentou importantes indicadores que servem de comparação para entender os principais avanços do pós-SUS. Entre os destaques está o aumento da expectativa de vida ao nascer com a redução da mortalidade infantil.

 

Também reproduzimos em formato de áudio a entrevista feita pelo Portal EPSJV/Fiocruz com a professora aposentada da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Helena de Freitas, que tratou da proposta do  Ministério da Educação, feita no mês de dezembro, sobre Base Nacional Comum da Formação de Professores da Educação Básica. O texto destaca o projeto de uma formação voltada para a prática e orientada por competências. O MEC sugere ainda no texto uma progressão de carreira de acordo com o desenvolvimento de determinadas competências e habilidades. Haverá quatro níveis de proficiência dos professores: inicial, para o formado na graduação; probatório, para os novatos; altamente eficiente, para quem está em nível avançado na carreira e deverá demonstrar habilidades complexas; e o líder, que estará no nível mais alto e terá responsabilidades e compromissos mais amplos. Além disso, traz sugestões de modificação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) para que seja anual e sirva como habilitação à docência. A proposta, que será encaminhada ao Conselho Nacional de Educação (CNE) para aprovação, tem recebido muitas críticas da comunidade escolar. Em nota publicada dia 17 de dezembro, a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) afirma que “o MEC mais uma vez coloca unilateralmente em destaque um novo documento sem qualquer escuta à comunidade escolar, aos pesquisadores, às escolas e às universidades”. Na entrevista, Helena destaca que o Mec desconsiderou todas as lutas travadas até hoje pelo professores e afirma que a Base propõe a revisão do curso de pedagogia de forma a fragmentar ainda mais a formação.

 

Com a saída de Cuba do programa ‘Mais Médicos’, no mês de novembro o governo federal abriu 8.517 vagas para selecionar médicos brasileiros, com diploma brasileiro ou revalidado no país, em substituição aos profissionais cubanos. Até o dia 18 de dezembro, prazo prorrogado pelo governo, dos 8.411 inscritos, apenas 5.972 médicos haviam se apresentado aos municípios em que escolheram atuar. Segundo o balanço parcial, 2.439, que representa 29% dos médicos aprovados na seleção, não compareceram aos locais de trabalho. Um segundo edital foi aberto de 10 a 16 de dezembro para profissionais com diploma brasileiro formados no exterior e estrangeiros. O objetivo foi o preenchimento das 106 vagas restantes – a maioria em distritos indígenas – que sequer tiveram interessados. Os profissionais ainda terão de 20 a 22 de dezembro para participar de um novo processo de escolha no caso de vagas remanescentes. De 27 a 28 de dezembro, médicos brasileiros formados no exterior também poderão se inscrever para as vagas que sobrarem. Além dos brasileiros, de 3 a 4 de janeiro, estrangeiros formados fora do país poderão disputar os postos disponíveis. Nesta entrevista, Mauro Junqueira, presidente do Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde (Conasems), avalia o cenário de substituição dos médicos cubanos pelos brasileiros e fala sobre as velhas dificuldades de fixação de profissionais no SUS em algumas regiões.