Serviços 
O conteúdo desse portal pode ser acessível em Libras usando o VLibras

Alunos do Pré-Vestibular Popular da EPSJV constroem foguetes de água para aula prática


No sábado 28 de julho, os alunos do curso de Pré-Vestibular Construção Popular, do Programa de Educação de Jovens e Adultos (PEJA), da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), participaram de uma divertida atividade interdisciplinar: o Lançamento de Foguetes movidos a água. Os professores de Física e Matemática do Programa, Victor Hugo Duarte e Wanderson Freitas, organizaram o projeto, no qual os alunos se dividiram em grupos e construíram, nas aulas, foguetes com garrafas PETs. Os professores projetaram uma base lançadora na área do estacionamento da Escola e lançaram os foguetes junto com os estudantes e familiares. O evento teve ainda uma competição entre as equipes e um almoço de confraternização com apresentação musical. “A atividade integrou os alunos, as disciplinas, a instituição e os professores, cumprindo assim com a importante função social da Escola. Através de uma aula prática, os conhecimentos técnicos da Física e da Matemática foram abordados de forma criativa e lúdica, além de aproximar a teoria, a prática científica e o cotidiano”, afirma o professor Rodrigo Luiz, coordenador do curso.

Segundo os organizadores, o projeto foi pensado como uma forma de auxiliar o aprendizado da Física e da Matemática, já que o foguete d´água reúne conceitos como pressão, empuxo, compressibilidade, velocidade, aceleração e trigonometria. Os alunos se dividiram em grupos e construíram 20 foguetes com garrafas PETs. “Pressão, conservação de momento e energia e trigonometria foram os principais assuntos abordados durante a atividade. É importante para os alunos poderem ver de perto aquilo que é sistematizado em sala de aula, além de estimular a criatividade e o raciocínio. Para os professores isso também representa um aprendizado, no sentido de quebrar a rotina da sala de aula, mostrando que pode haver construção de conhecimento além das 'quatro paredes'”, explica Victor Hugo.

No dia do lançamento, depois de cada equipe determinar a quantidade de ‘combustível’ — água — a ser colocado dentro da garrafa, o professor pressurizava o disparador e apertava o gatilho, lançando o foguete. Para a premiação, foram criadas três categorias: o foguete que permaneceu mais tempo no ar, da qual a equipe ‘Ômega’, das alunas Adriana Tavares, Dayane Mendes e Raiane Guedes foi vencedora, com o recorde de cinco segundos em órbita; o que atingiu maior altura, vencendo o grupo ‘Furacão’, composto por Alessandra Aguiar, Ana Paula e Nádia Virginia, com o foguete que chegou a 27,8 metros – o equivalente a um prédio de aproximadamente sete andares; e o mais original, que premiou a equipe ‘Trio Construção’, formada pelas alunas Woiaza Kely, Débora Evelyn e Sandra Cassiano.

Para calcular a altura, os alunos construíram teodolitos, instrumento de medição de ângulos. A banca de jurados foi composta por quatro estudantes e o professor Wanderson Freitas. Cada um mediu o ângulo atingido pelo foguete, depois foi feita a média aritmética dos ângulos e calculada a altura alcançada. As equipes vencedoras foram premiadas com uma medalha de ouro. “Inserir a competição na atividade ajudou a despertar o interesse dos alunos para os conceitos explorados porque eles precisavam da Física para elevar o seu foguete o mais alto possível e da Matemática para fiscalizar os jurados”, opina Wanderson.

Algumas equipes inovaram e divertiram na escolha dos seus nomes, como ‘O mais perto que ACM chegou do céu’, ‘PET Bull Air Race’ e ‘Pum Voador Air’. A confecção dos foguetes também foi uma atração à parte: alguns alunos transformaram as garrafas em verdadeiras obras de arte, com pinturas e desenhos — um deles reproduzia as formas da personagem ‘noiva do Chuck’.

Após terminado o Lançamento, os professores, alunos e familiares se reuniram para um churrasco na EPSJV, embalado pela banda de forró ‘Cor do Sol’, da qual o aluno Thiago Alves é violonista. Segundo Wanderson Freitas, os resultados práticos da atividade ainda virão, pois os assuntos serão abordados em sala de aula, mas os alunos já entenderam que para “fazer ciência” é preciso criatividade, iniciativa e força de vontade. “É como Albert Einstein dizia: ` Uma mente que se abre para novas idéias nunca volta para seu tamanho original´”, afirma o professor.