Para cerca de 57%, Fiocruz é a instituição mais importante ligada a ciência e saúde

Para 56,8% da população brasileira, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é a instituição mais importante para o país quando o assunto é saúde e ciência. Na mesma pesquisa, conduzida pelo Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia (INCT-CPCT), entre as pessoas que têm o costume de checar informações sobre o novo coronavírus, 65,7% acessam sites vinculados à pesquisa científica no campo da saúde e institucionais, como o da Fiocruz.

O estudo em questão, “Como brasileiros e brasileiras veem a Fiocruz: um estudo em 12 cidades do país”, faz parte das comemorações dos 120 anos de existência da instituição. Segundo a pesquisadora e coordenadora da pesquisa, Luisa Massarani, do INCT-CPCT e da Fiocruz, o órgão é associado de forma espontânea à produção de conhecimento científico e desenvolvimento de curas para doenças.

“A gente pediu para as pessoas falarem um pouco sobre o que vem à mente quando se fala da Fiocruz, e está fortemente associada a pesquisa científica, análises, estudos de doença, centro de desenvolvimento para a cura”, afirma Massarani.

No total, foram feitas 1.724 entrevistas, entre 18 de maio e 10 de junho de 2020, em 12 cidades onde a Fiocruz está presente, por meio de unidades, escritórios ou projeto especial: Manaus, Salvador, Belo Horizonte, Curitiba, Recife, Campo Grande, Teresina, Brasília, Porto Velho, Petrópolis, Rio de Janeiro e Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza.

Para a pesquisadora, fica demonstrada a importância da Fiocruz para a sociedade, uma vez que é avaliada também como um patrimônio nacional. “A Fiocruz foi muito bem avaliada em três dimensões: promoção da saúde pública, desenvolvimento social, dimensão da pesquisa e produção do conhecimento científico e tecnológico, e a dimensão da credibilidade e da relevância social”, conta.

Embora os resultados sejam otimistas, os pesquisadores também apontam para a necessidade de fortalecer a relação entre Sistema Único de Saúde (SUS) e a produção de conhecimento científico e tecnológico da Fiocruz. Exemplo de medidas que vão nesse sentido é a produção de hastes, utilizadas em teste molecular (RT-PCR) para o diagnóstico da covid-19, por meio de impressoras 3D. O objetivo é auxiliar, principalmente o Sistema Único de Saúde (SUS), na reposição segura de materiais.

Apesar dos desafios, Massarini avalia que a população ainda acredita na ciência, “os cientistas estão muito bem na fita no que se refere à fonte de informação confiáveis sobre a covid-19, e também tem uma confiança muito forte de que a ciência vai conseguir obter a cura”.

Segundo o estudo, 97,3% acreditam que a ciência encontrará a cura. Desses, 45,3% acreditam que será "logo" e 52% acham que vai demorar.

Edição: Michele Carvalho

Por: Julia Neves

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Repórter SUS