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Habilitar indivíduos para identificar e resolver problemas, propostos a partir de sua vivência cotidiana. Romper com as metodologias de ensino tradicionais, nas quais o conhecimento é transmitido, pronto e em via de mão única, do professor ao aluno. Esses são alguns dos eixos que caracterizam o que tem sido chamado, com mais ênfase nas últimas décadas, de ‘Pedagogia de Problemas’, ou ‘ Pedagogia da Problematização’.
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Imagine uma sala de aula repleta de alunos em processo de alfabetização. No início da aula, o professor escreve no quadro negro a frase ‘Eva viu a uva’ e pede que os alunos a repitam. A ideia, explica o professor, é que a repetição do som do ‘ve’ na frase ajude os estudantes a associarem esse som com o símbolo usado no alfabeto latino para representá-lo, no caso, a letra V. Simples não? Mas será que a repetição de frases descontextualizadas é suficiente para, além de alfabetizar, iniciar o processo de formação de indivíduos críticos e pensantes, que, ao fim e ao cabo, é o objetivo último da educação?
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França, 1871. “A Comuna foi formada por conselheiros municipais, eleitos por sufrágio universal nos vários bairros da cidade, responsáveis e revogáveis em qualquer momento. A maioria dos seus membros eram naturalmente operários ou representantes reconhecidos da classe operária. A Comuna havia de ser não um corpo parlamentar, mas operante, executivo e legislativo ao mesmo tempo. (...) As funções públicas deixaram de ser a propriedade privada dos testas-de-ferro do governo central”.
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Ao ver o nome do verbete que dá origem a esta matéria, você deve estar pensando que se trata de mais uma receita para a formação de trabalhadores multifacetados, com diversas habilidades, que dominem diferentes técnicas e respondam a vários estímulos ao mesmo tempo. Em resumo, aquele sujeito que o mercado de trabalho atual diz que precisa: flexível, empreendedor e com capacidade de adaptação. Quer um conselho para recomeçar a ler este texto? Esqueça toda essa conversa e volte a se situar no contexto do SUS com seus princípios, diretrizes e projeto de sociedade.
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Salários mais baixos, ausência de direitos trabalhistas, instabilidade de vínculo e de renda, jornadas laborais mais longas e dificuldade de representação sindical, dentre outros problemas. Para nomear e ajudar a compreender essa realidade, autores propõem o conceito de “precariado”.
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Nosso sistema político, o presidencialismo, concede relativa liberdade de atuação a um presidente da República, que tem competências exclusivas definidas na Constituição. Para além delas, é preciso ter apoio do Congresso Nacional. Mas as regras do jogo político republicano não são os únicos parâmetros para definir a margem de manobra que um presidente tem para desempenhar suas funções em uma democracia contemporânea.
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As palavras profissão e ocupação têm diferentes significados? Para Marise Ramos, pesquisadora da área de Trabalho e Educação e coordenadora da pós-graduação em Educação Profissional em Saúde da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), o conceito de profissão se desdobra nas dimensões sociológica, ético-política, psicológica, pedagógica e econômica. Segundo ela, a dimensão sociológica se remete à ideia de que determinado conjunto de atividades tem utilidade social.
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Bananas jogadas em campos de futebol e jogadores xingados de macacos ganharam destaque no noticiário recente, inspiraram campanhas e geraram muita polêmica. E tudo isso acontecia ao mesmo tempo em que a morte de moradores de comunidades pobres em confronto entre polícia e traficantes, seguida de protestos com desfechos violentos, principalmente no Rio de Janeiro, também ocupava espaço em todos os jornais. Pela cobertura que a maioria dos meios de comunicação fez de todos esses episódios, a única coincidência entre eles é temporal. Mas as pesquisas e indicadores sociais mostram que existe outro ponto em comum, que praticamente não foi destacado: nos dois casos, a cor da pele interfere diretamente na condição das vítimas.
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Conceito criado no contexto do movimento negro norte-americano, o racismo ambiental não se restringe ao ‘onde’ os empreendimentos que mais poluem e degradam são instalados, mas também ao ‘como’ eles operam.
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Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica completa 15 anos em 2023 e mantêm o desafio de consolidar sua expansão

