juventude
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18/06/2026 11h17 Entrevista
A assinatura que consta na Resolução 258 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Conanda, que foi suspensa pelo Senado no início do mês, é de Marina de Pol Poniwas. Psicóloga do poder Judiciário e coordenadora do Fórum dos Direitos da Criança e do Adolescente do Paraná, ela era presidente da entidade em dezembro de 2024, quando o documento, que trata do acesso de vítimas de violência sexual ao procedimento de interrupção da gravidez, foi aprovado. Não demorou nem 24 horas para se ver o resultado da reação de grupos conservadores, que tentam impedir o aborto de crianças e adolescentes mesmo nos casos de estupro, previstos em lei: no dia seguinte, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) conseguiu uma liminar que suspendeu a Resolução. O Conanda recorreu e conseguiu finalmente publicá-la em janeiro de 2025 mas os ataques nunca pararam – e o capítulo mais recente dessa novela se deu no dia 6 de junho deste ano, com a aprovação, pelo Senado, do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 3/2025, de autoria da deputada Chris Tonietto (PL-RJ) e relatado na outra Casa legislativa pela mesma Damares Alves. Entidades, movimentos sociais, pesquisadores e outros atores que vêm denunciando o retrocesso que essa medida representa apelidaram o projeto de ‘PDL da pedofilia’. Em sua defesa, os parlamentares que capitanearam essa empreitada argumentam, principalmente, que o Conanda não tinha competência para estabelecer esse tipo de normatização e criticam a Resolução por supostamente relativizar a participação da família na decisão e no acompanhamento da criança ou adolescente que procura o serviço de saúde para fazer o aborto legal. Esses e outros mitos sobre a Resolução são contestados por Marina Poniwas nesta entrevista: segundo ela, o documento apenas reconhece que a criança ou adolescente pode ser acompanhada por outro adulto que não sejam os seus responsáveis diretos. E a razão é tão simples quanto trágica: como mostram os números, pais, padrastos e outros membros da família são responsáveis por grande parte da violência sexual sofrida por crianças e adolescentes no Brasil. Um exemplo desse dado está na última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (2024), desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): 26,6% dos jovens de 13 a 17 anos – o maior percentual entre todas as categorias do estudo – foram vítimas de violência sexual por membros da própria família. “Esses pais não são protetores. Então, por que eles é que têm que consentir com a realização do aborto?”, questiona.
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29/08/2025 11h36 Entrevista
Violência e acidentes de trânsito são as duas principais causas de morte de jovens no Brasil. Os dados são do Informe ‘Violência e Acidentes’, que acaba de ser divulgado pela Fiocruz, como parte de uma série de boletins sobre a situação de saúde da juventude brasileira. Confirmando o diagnóstico que outros estudos já vinham apontando, a pesquisa mostra que 48% dos óbitos na juventude se devem à agressão, número que sobe para 50,6% quando se trata especificamente dos homens. Já entre as mulheres de 15 a 29 anos, as agressões ocupam o segundo lugar no ranking de mortalidade, com 28,8%, seguida pelo suicídio (identificado no texto como “lesões autoprovocadas voluntariamente”). Em primeiro lugar, nesse caso, estão os acidentes de transporte, responsáveis pela morte de 31,3% das mulheres jovens. Entre os homens, essa causa de óbito ocupa a ‘vice-liderança’, com 21%. Apesar disso, os homens jovens representam 84% das vítimas de acidentes fatais. Uma das novidades desse novo Informe – que é parte de uma série que vem mapeando as condições de adoecimento e óbito da juventude a partir dos sistemas de informação do SUS, o Sistema Único de Saúde –, é a constatação de que grande parte desses acidentes envolve motociclistas: 53% entre os homens e 40% entre as mulheres. É a partir dessa pista, que pode apontar novas determinações da relação entre trabalho e mortalidade na juventude, chamando atenção para a atuação dos jovens na prestação de serviços de aplicativos, que a socióloga Helena Abramo desenvolve as análises que você lerá nesta entrevista. Ela acompanha de perto essa série de boletins produzidos pela Fiocruz e, inclusive, coordenou, junto com os pesquisadores responsáveis pelo Informe recém-divulgado, um estudo anterior, publicado em 2023, com o título ‘Panorama da situação dos jovens brasileiros: interseções entre Juventude, Saúde e Trabalho’. Nesta conversa com o Portal EPSJV/Fiocruz, Abramo parte desses e outros dados do Informe para analisar as condições de trabalho dos jovens e sua relação com a saúde. Fala sobre a sobrecarga que costuma marcar essa fase da vida, com o acúmulo de estudo, emprego e cuidado doméstico, defende a importância do Breque dos APPs e do Movimento VAT, Vida Além do Trabalho, na visibilidade de problemas que atingem principalmente os jovens.
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27/08/2024 12h15 Acontece na EPSJV
Cerca de 200 alunos de diversos estados estiveram presentes no evento
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26/08/2024 11h39 Reportagem
Educação Básica ganhou financiamento específico no começo da década de 1990, mas iniciativas e número de bolsas precisam ser fortalecidas
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26/08/2024 11h27 Reportagem
Aproximação dos jovens com a ciência fortalece papel da escola e é estratégia contra o negacionismo
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02/08/2021 13h19 Reportagem
Pandemia recoloca questões e aprofunda desafios para adolescentes. Como andam os direitos dessa população?
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27/10/2020 12h46 Acontece na EPSJV
Boletim lançado pela EPSJV traz dados sobre a doença entre os jovens em bairro do Rio de Janeiro
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15/07/2015 8h00 Reportagem
Proposta de redução da maioridade penal coloca em xeque avanços nos direitos de crianças e adolescentes trazidos pelo Estatuto aprovado há 25 anos.
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13/08/2013 8h00 Reportagem
Estatuto da Juventude é sancionado mas vetos parecem não ouvir a demanda das últimas manifestações.
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15/01/2013 9h45 Entrevista
Protagonismo talvez tenha sido a palavra mais citada nesta entrevista que buscou quatro jovens, cada um representando um movimento diferente que esteve nas ruas, mas que vem se mobilizando muito antes destas grandes manifestações. Nina Cappello, do Passe Livre, Wander Costa, da Pastoral da Juventude, Carla Bueno, do Levante Popular da Juventude, e Willian Simões, do Grêmio Estudantil da EPSJV/Fiocruz, mostraram nesta entrevista que os jovens ainda hoje se importam mais com as ruas do que com as redes sociais, com as lutas coletivas do que com as individuais, e que querem estar organizados para se tornarem atores desta transformação que tanto esperam e pela qual estão lutando. Confira:
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